SNS tem pela primeira vez farmacêuticos com competência em oncologia

30 de Dezembro 2024

Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde ganharam este mês os primeiros 20 farmacêuticos com competência em oncologia, especialidade que será alargada aos profissionais das farmácias comunitárias, segundo o bastonário Helder Mota Filipe.

Em declarações à Lusa, o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos explicou que o exame decorreu em dezembro e abrangeu 20 farmacêuticos, adiantando que com esta competência se pretende que “os doentes oncológicos tenham um acompanhamento farmacêutico mais diferenciado”.

“Hoje, gerir a terapêutica numa doença oncológica é altamente complexo e daí a necessidade de (…) diferenciar farmacêuticos para gerirem a terapêutica em oncologia”, disse o responsável.

Lembrou que a doença oncológica é crónica, “com momentos em que é mais hospitalar e outros em que é mais domiciliária e em ambulatório”.

“O que nós queremos é que o doente, estando num sítio ou noutro, seja igualmente acompanhado por colegas com diferenciação para lhes poderem resolver os problemas”, explicou.

Disse ainda que estes primeiros 20 farmacêuticos com competência em oncologia representam “o início de um caminho” para se poder garantir este acompanhamento aos doentes.

Helder Mota Filipe considerou ainda que, com o alargamento dos serviços de dispensa de medicamentos hospitalares em proximidade a partir de janeiro, os doentes oncológicos que reúnam condições para tal podem também ser mais bem acompanhados nas suas farmácias, uma vez que esta competência será alargada a estes farmacêuticos.

A este respeito, o bastonário disse que está já a ser feito algum trabalho com unidades hospitalares, que têm mostrado “grande abertura”.

“Estamos também, pela primeira vez nos farmacêuticos, a usar a simulação clínica na formação”, explicou, acrescentando que, neste caso, a formação poderá ser feita em ambiente clínico real ou simulado.

A nova época de exames está agendada para março.

A Ordem dos Farmacêuticos está ainda a trabalhar noutras competências, como a saúde pública, a medicina farmacêutica e a investigação clínica.

NR/HN/Lusa

 

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