Volume de droga apreendida no aeroporto de Hong Kong mais que triplicou em 2024

6 de Janeiro 2025

 O Aeroporto Internacional de Hong Kong confiscou um total de 874 quilogramas de estupefacientes em 2024, o que representa um aumento de 244% face a 2019, antes da pandemia de covid-19, foi hoje anunciado.

Os dados citados pelo jornal da região semiautónoma chinesa South China Morning Post indicam que as substâncias intercetadas foram avaliado em 349 milhões de dólares de Hong Kong (43,5 milhões de euros).

As drogas foram detetadas em 111 voos internacionais, algo atribuído a uma intensificação dos controlos, especialmente durante as épocas festivas, quando os traficantes tentam tirar partido do aumento das viagens aéreas.

Só em dezembro, as autoridades detiveram 17 passageiros suspeitos de tentarem introduzir em Hong Kong 131 quilogramas de drogas ilegais.

Em 2023, a polícia tinha detetado 279 quilogramas de estupefacientes em 84 passageiros, um grande aumento em comparação com os 17 quilogramas confiscados em 15 chegadas no ano anterior.

Só em meados de dezembro de 2022 é que a metrópole abandonou a política chinesa de ‘zero covid’, com a restrição das entradas no território, aposta em testagens em massa, confinamentos de zonas de risco e quarentenas.

De acordo com fontes da polícia, citadas pelo jornal, os suspeitos recebiam até 1% do valor da droga transportada, nomeadamente no interior do corpo, uma táctica comum entre as ‘mulas’ vindas de África.

As mesmas fontes disseram que a cocaína vem da América do Sul, enquanto os produtos de canábis vêm geralmente da América do Norte e de países asiáticos e a metanfetamina em cristal vem da Europa e do México.

No final de dezembro de 2023, a polícia de Hong Kong deteve dois passageiros que voaram de Moçambique para a região chinesa com 33,5 quilos de metanfetamina, no valor de 1,9 milhões de euros.

A Alfândega de Hong Kong detetou um homem de 29 anos e uma mulher de 27 anos que chegaram ao aeroporto do território vindo de Moçambique através de Doha, no Qatar.

Os agentes encontraram, no interior das malas de porão dos dois viajantes, 10 pinturas a óleo e 54 peças de artesanato, usadas para esconder um total de 33,5 quilos de metanfetamina, no valor de 16,5 milhões de dólares de Hong Kong (1,9 milhões de euros).

O crime de tráfico de droga é punido na região chinesa com uma multa de até 5 milhões de dólares de Hong Kong (585 mil euros) e uma pena de prisão que pode ser perpétua.

LUSA/HN

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