DGS diz que não há casos de infeção em humanos pelo virus H5N1 detetado em Sintra

7 de Janeiro 2025

A Direção-Geral da Saúde (DGS) informou hoje que não há registo de pessoas com sintomas ou sinais sugestivos de infeção humana pelo vírus H5N1, detetado numa exploração de galinhas no concelho de Sintra.

Em comunicado, a DGS diz ter sido notificada pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) de um foco de “Gripe Zoonótica de Alta Patogenicidade”, do subtipo H5N1 numa exploração de galinhas poedeiras em Sintra e explica que as autoridades de veterinária e saúde estão a aplicar “as medidas necessárias” para o controlo e erradicação deste foco.

“Até ao momento, não há registo de pessoas com sintomas ou sinais sugestivos de infeção humana pelo vírus H5N1, nem foram notificados quaisquer casos na plataforma de suporte ao Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE)”, esclarece.

Na nota, a DGS sublinha que a transmissão do vírus H5N1 para humanos “é um evento raro”, com casos esporádicos registados a nível global.

No entanto, caso ocorra, “a infeção pode manifestar-se com um quadro clínico grave”, acrescenta a DGS, adiantando que o risco para a população geral é muito baixo e que a transmissão ocorre principalmente em contextos de exposição profissional, por contacto direto ou próximo com animais infetados ou com os tecidos, penas, excrementos ou inalação de vírus por contacto próximo com animais infetados ou ambientes contaminados”.

“O vírus não se transmite através do consumo de carne”, esclarece.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Joana Bordalo e Sá (FNAM): “Não há eficiência possível num serviço cronicamente asfixiado”

Em entrevista exclusiva ao Healthnews, Joana Bordalo e Sá, Presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), traça um retrato severo do estado do Serviço Nacional de Saúde. A líder sindical acusa o governo de Luís Montenegro de negar a realidade de um “subfinanciamento estrutural” e de uma “má governação” que asfixiam o SNS. Garante que a FNAM não abdicará da luta, integrando a Greve Geral de 11 de dezembro, e exige um pacto fundamental que garanta um serviço público, universal e com condições para os profissionais

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights