Infeções pelo vírus hMPV no norte da China estão a diminuir

12 de Janeiro 2025

O número de infeções pelo metapneumovírus humano (hMPV) no norte da China está a diminuir, após o aumento de casos registados nas últimas semanas, anunciou hoje a autoridade de saúde do país.

“Atualmente, a taxa de casos positivos detetados do metapneumovírus humano está a oscilar, a taxa de casos positivos nas províncias do norte está a diminuir e a taxa de casos positivos entre os doentes com 14 ou menos anos começou também a diminuir”, adiantou Wang Liping, investigador do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, durante uma conferência de imprensa da Comissão Nacional de Saúde da China.

O hMPV pertence à mesma família do vírus sincicial respiratório e provoca sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre, tosse e congestão nasal, podendo causar doença respiratória mais grave especialmente em crianças, idosos e pessoas com sistema imunológico enfraquecido.

“O metapneumovírus humano não é um vírus novo e está presente nos humanos há pelo menos várias décadas”, recordou Wang Liping, ao salientar que o aumento de casos verificado nos últimos anos se deve a melhores métodos de deteção dessas infeções.

Nas últimas semanas, surgiram preocupações sobre um aumento das infeções por hMPV no norte da China, depois de terem circulado vídeos nas redes sociais de hospitais lotados e com doentes de máscara, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse não ver motivos de preocupação nos relatos do surto, apontando que se trata de um acontecimento sazonal normal.

Wang adiantou ainda que as doenças respiratórias que afetam atualmente a China são causadas por agentes patogénicos já conhecidos e não surgiram novas doenças infecciosas do foro respiratório.

O número de doentes atendidos nos serviços de urgência de todo o país tem vindo a aumentar, mas ainda é menor em comparação com o mesmo período do ano passado, assegurou também Gao Xinqiang, vice-diretor do Departamento de Resposta a Emergências Médicas chinês.

Na última semana, as autoridades de saúde portuguesas esclareceram que o metapneumovírus é habitual no inverno e que os casos em Portugal são “bastante raros”.

De acordo com o último relatório de Vigilância Epidemiológica da Gripe do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), foi apenas detetado um caso no país desde outubro.

lusa/HN

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