PCP preocupado com falta de médicos e atraso nas obras do novo hospital em Évora

13 de Janeiro 2025

O PCP manifestou hoje preocupação com a “gritante falta de médicos” no hospital de Évora e nos centros de saúde do distrito e com uma “possível nova derrapagem de prazos” da unidade hospitalar em construção na região.

Em comunicado, a Direção da Organização Regional de Évora (DOREV) do PCP apontou o agravamento da falta de clínicos no distrito e o seu impacto nos centros de saúde e nas urgências do hospital de Évora, que têm “uma gritante falta de médicos”.

“Existem utentes sem médico de família há mais de três anos ou, entre outras, a situação do Centro de Saúde de Arraiolos com longos períodos onde só um médico está ao serviço”, salientaram os comunistas, como exemplos de situações ocorridas no distrito.

Quanto ao futuro Hospital Central do Alentejo, que está a ser construído na periferia de Évora, a DOREV do PCP aludiu a uma “possível nova derrapagem de prazos na obra”, lembrando que a conclusão da empreitada já tinha sido revista para 2026.

O possível novo atraso das obras da unidade hospitalar, sublinhou o partido, “deve-se a mais uma falha dos governos do PS e do PSD/CDS-PP, os donos da obra, que não contemplaram o projeto de ligação do hospital à rede elétrica”.

“Estes sucessivos acontecimentos e tentativas de transferências de responsabilidades para a autarquia e para o conselho de administração do hospital mostram que o Hospital Central do Alentejo não é uma prioridade”, considerou.

Para o PCP de Évora, o novo hospital alentejano “exige a responsabilidade do Governo para que sejam assumidos os procedimentos, financiamento e as medidas públicas que o transforme em realidade”.

No comunicado, os comunistas abordaram a polémica em torno da liderança da Capital Europeia da Cultura Évora_27, provocada com a escolha de Maria do Céu Ramos para presidir à associação gestora e a saída de Paula Mota Garcia da coordenação da Equipa de Missão.

“Confirmam-se as preocupações e alertas manifestados pelo PCP, sendo exemplo disso a rejeição (PSD, PS e Chega) do requerimento do grupo parlamentar do PCP para ouvir a ministra da Cultura, a equipa de missão e o presidente da Câmara de Évora”, frisaram.

Estas audições, vincaram, permitiriam “os esclarecimentos necessários” e iriam contribuir para que “este importante projeto fosse colocado ao serviço de Évora e da região, das suas gentes e agentes e não numa transformação de outros interesses a partir da governamentalização e arma política autárquica”.

A DOREV lamentou ainda que o PCP tenha sido o único no parlamento a votar a favor da desagregação das freguesias de Campo e Campinho, em Reguengos de Monsaraz, S. Manços e S. Vicente do Pigeiro, em Évora, S. Gregório e Santa Justa, em Arraiolos, e S. Bento do Ameixial e Santa Vitória do Ameixial, em Estremoz.

A questão da desagregação de freguesias “ainda não está encerrada”, assinalou o PCP de Évora, acrescentando que “tudo continuará a fazer” para que seja devolvido “o direito das populações à sua freguesia”.

lusa/HN

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