Atividade de gripe passa de tendência crescente a estável

17 de Janeiro 2025

A atividade de gripe em Portugal passou de uma tendência crescente para estável, mas verifica-se um aumento de casos de infeção provocados pelo vírus influenza A, anunciou hoje o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

O boletim do INSA sobre a vigilância epidemiológica dos vírus respiratórios, relativo à semana entre 06 e 12 de janeiro, indica ainda que a mortalidade por todas causas está acima do esperado a nível nacional no grupo etário dos idosos com 75 e mais anos e nas mulheres.

Em relação à semana anterior, período em que o INSA apontava para uma tendência crescente, os últimos dados indicam agora que Portugal mantém uma atividade gripal epidémica, mas agora com tendência estável.

“Na época 2024/2025, os laboratórios da Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios (hospitais) notificaram 53.318 casos de infeção respiratória e foram identificados 6.128 casos de gripe”, refere o boletim.

De acordo com o INSA, na segunda semana do ano, foram reportados nove casos de gripe pelas 19 unidades de cuidados intensivos que enviaram informação, tendo sido identificado o vírus influenza A em cinco casos.

Desse total de casos reportados nesta semana, sete apresentavam doença crónica e oito tinham recomendação para vacinação contra a gripe sazonal, mas apenas dois estavam vacinados.

Nesta semana, a proporção de casos de gripe em unidades de cuidados intensivos foi de 4,9%, diminuindo face à semana anterior (6,7%).

Desde o início desta época, foram atmbém reportados 255 casos de internamento por infeção pelo vírus sincicial respiratório em crianças menores de 24 meses na rede de vigilância sentinela e regista-se, atualmente, uma tendência estável das hospitalizações.

Em Portugal, o Programa Nacional de Vigilância é composto pela Rede de Médicos-Sentinela (médicos de família), pelos serviços de urgência de obstetrícia, pela Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico do Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios e pelas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

Habitualmente, este programa tem início no princípio de outubro, terminando em maio do ano seguinte, e integra as componentes de vigilância clínica e laboratorial.

O surgimento de infeções respiratórias na época de inverno, como é o caso da gripe, leva a um aumento da pressão sobre os cuidados de saúde primários e hospitalares, o que tem obrigado alguns hospitais a ativarem os seus planos de contingência para responder à crescente procura.

Como medida preventiva, as autoridades têm insistido na vacinação sazonal, que arrancou em 20 de setembro e que já permitiu vacinar mais de 2,3 milhões de pessoas contra a gripe e cerca de 1,5 milhões com a dose de reforço contra a covid-19.

lusa/HN

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