PM diz que saída de diretor executivo do SNS “pode e deve” ser acompanhada pela AR

20 de Janeiro 2025

O primeiro-ministro defendeu hoje que as “circunstancias que motivaram” a saída do diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) “podem e devem ser acompanhadas pela Assembleia da República”, garantindo para breve um novo nome para o cargo.

“Neste momento aquilo que é necessário dizer é que houve uma decisão pessoal que partiu do diretor executivo do SNS, que nós respeitámos. Obviamente que as circunstâncias que motivaram podem e devem ser acompanhadas por parte da Assembleia da República (AR) e eu não vou envolver-me nisso”, afirmou Luis Montenegro.

O líder do Governo falava aos jornalistas na Maia, distrito do Porto, à margem da cerimónia que marcou o arranque da Maia Capital Portuguesa do Voluntariado.

“Aquilo que compete ao Governo nesta circunstância é substituição por outra personalidade, é nisso que estamos a trabalhar, eu e a ministra da Saúde e eu irei brevemente dar nota do próximo responsável pela direção executiva do SNS”, apontou o chefe do Governo.

António Gandra D’Almeida pediu na sexta-feira a demissão imediata das suas funções de diretor executivo do SNS depois de o canal de televisão SIC ter noticiado que acumulou, durante mais de dois anos, as funções de diretor do INEM do Norte, com sede no Porto, com as de médico tarefeiro nas urgências de Faro e Portimão, tendo com isso ganhado mais de 200 mil euros por vários turnos de trabalho.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, aceitou o pedido de demissão apresentado por António Gandra D’Almeida.

NR/HN/Lusa

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