Guterres “profundamente alarmado” com ataque israelita a hospital em Gaza

15 de Abril 2025

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou-se “profundamente alarmado” com o ataque aéreo de Israel, no domingo, ao hospital al-Ahli, na Faixa de Gaza.

O ataque “paralisou o complexo e desferiu um duro golpe num sistema de saúde já devastado”, afirmou o porta-voz do Secretariado, Stéphane Dujarric, em comunicado divulgado na segunda-feira.

O secretário-geral sublinhou ainda que, “nos termos do direito humanitário internacional”, os feridos, os doentes, o pessoal médico e as instalações médicas devem ser “respeitados e protegidos”, e recordou que as provisões médicas estão a escassear enquanto os hospitais continuam a encher-se de vítimas.

As forças israelitas bombardearam o edifício de entrada do Hospital al-Ahli, também conhecido como Hospital Batista, na madrugada de domingo, causando graves danos e obrigando à retirada de doentes e pessoal, confirmou o Ministério da Saúde e da Defesa Civil de Gaza.

O ataque causou a morte indireta de uma criança, durante a deslocação forçada de pacientes, e deixou o centro fora de funcionamento.

Guterres sublinhou que cerca de 70% da Faixa de Gaza está agora sob ordens de deslocação emitidas por Israel ou dentro de uma zona interdita, deixando os palestinianos “sem nenhum sítio seguro para onde ir e com pouco para sobreviver”.

“As consequências humanitárias são devastadoras, com as reservas alimentares a esgotarem-se, a produção de água a diminuir drasticamente e os materiais de abrigo quase totalmente esgotados”, acrescentou o secretário-geral da ONU.

NR/HN/Lusa

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Cuidados continuados integrados: o desafio da fragmentação em Portugal

A prestação de cuidados continuados em Portugal caracteriza-se pela fragmentação entre serviços de saúde e sociais, criando lacunas na assistência a idosos e pessoas com dependência. A falta de coordenação entre os diferentes níveis de cuidados resulta em transições inadequadas e sobrecarga para as famílias

O Paradoxo Português: Mais Médicos Não Significa Melhor Saúde

Portugal supera a média da OCDE em número de médicos, uma vantagem que esconde uma fragilidade crítica. A escassez persistente de enfermeiros compromete a eficácia dos cuidados, sobrecarrega o sistema e expõe um desequilíbrio perigoso na equipa de saúde nacional

Prescrição segura em Portugal: antibióticos e opioides ainda acima das melhores práticas internacionais

Portugal mantém níveis de prescrição de antibióticos nos cuidados primários superiores à média da OCDE, um padrão partilhado com outros países do sul da Europa. Este uso excessivo, aliado a uma tendência crescente para opioides, alerta para riscos de resistência antimicrobiana e dependência, exigindo uma estratégia nacional concertada para mudar práticas clínicas e culturais profundamente enraizadas

Prevenção em Saúde: A Cura que Portugal Ignora

Apenas 3% da despesa em saúde em Portugal é canalizada para a prevenção. Este investimento residual, estagnado há uma década, condena o sistema nacional a um ciclo vicioso de tratamentos caros e reativos. Enquanto isso, países como a Finlândia e o Canadá demonstram que priorizar a prevenção é a estratégia mais inteligente e económica para travar o tsunami das doenças crónicas

Inovação em Saúde Portuguesa: O Labirinto Burocrático que Prende o Futuro

O relatório “Health at a Glance 2025” da OCDE expõe uma contradição gritante em Portugal: apesar de uma investigação robusta e profissionais qualificados, a inovação em saúde enfrenta anos de entraves burocráticos, deixando os doentes à espera de terapias já disponíveis noutros países e travando a modernização do SNS

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights