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Os presidentes das câmaras de Setúbal, Palmela e Sesimbra defenderam esta quarta-feira, 24 de julho, a manutenção urgente do serviço de obstetrícia no Hospital de São Bernardo, em Setúbal. Após reunião com a administração da Unidade Local de Saúde da Arrábida (ULSA), os autarcas anunciaram que solicitarão uma reunião urgente à ministra da Saúde, manifestando forte oposição à eventual transferência das urgências obstétricas da península de Setúbal para o Hospital Garcia de Orta, em Almada.
Francisco Jesus, presidente da Câmara de Sesimbra e porta-voz do grupo, advertiu que o encerramento da urgência em Setúbal comprometeria serviços vitais além dos partos. “A equipa de obstetrícia do São Bernardo não faz só urgência. Garante atividades programadas, acompanhamento pós-natal, neonatologia e rastreio de cancro do colo do útero”, afirmou. Jesus destacou o risco de desmantelamento: “Se a urgência for transferida para Almada, perde-se provavelmente o bloco de partos aqui. Se os médicos forem realocados, toda a atividade programada do hospital fica em causa”.
O autarca criticou a possível concentração no Garcia de Orta como “abrir caminho para não resolver o défice do SNS”, sublinhando que o setor público tem apenas 800 dos 1.800 obstetras nacionais. Quanto à contratação via vagas carenciadas – regime que já trouxe seis dos oito médicos atuais do São Bernardo –, Jesus reconheceu a medida como “injusta” para profissionais com vínculo, mas reiterou a necessidade de criar condições para atrair mais especialistas. Os três municípios exigem soluções que garantam a continuidade integral do serviço no território.
NR/HN/Lusa



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