Unicef exige ações urgentes em Maputo para travar mortes infantis evitáveis

25 de Julho 2025

Unicef apela a ações "urgentes e ousadas" para eliminar mortes infantis evitáveis, no encerramento do Fórum Global em Maputo. Participaram 300 delegados de 29 países, que defenderam inovação na imunização e compromisso político renovado

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) reclamou esta sexta-feira, em Maputo, ações “urgentes, ousadas e integradas” para eliminar mortes infantis evitáveis em todo o mundo. O apelo foi lançado durante o encerramento do Fórum Global de Inovação e Ação para Imunização e Sobrevivência Infantil – 2025, que reuniu mais de 300 delegados de 29 países, incluindo ministros da Saúde, cientistas e representantes da sociedade civil.

“Temos de substituir esforços fragmentados por ações urgentes, ousadas e integradas”, declarou a Unicef num comunicado divulgado no último dia do evento. A organização sublinhou a necessidade de “reimaginar a imunização através de vacinas de ponta, sistemas robustos e financiamento sustentável”, transformando ambição em medidas concretas.

Samo Gudo, diretor-geral do Instituto Nacional de Saúde de Moçambique, destacou durante o fórum uma “redução histórica e sem precedentes” da mortalidade infantil nas últimas décadas. Entre 1990 e 2023, as mortes de crianças menores de 5 anos caíram de 12,8 milhões para 4,8 milhões anuais. Contudo, alertou para a desaceleração do ritmo de redução desde 2015, citando estimativas da Organização Mundial da Saúde: pelo menos 60 países africanos poderão não cumprir as metas de redução de mortalidade infantil dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O fórum, organizado pelos governos de Moçambique, Serra Leoa e Espanha em parceria com as fundações “la Caixa” e Bill & Melinda Gates e a Unicef, debateu soluções científicas para acelerar o combate à mortalidade infantil. A exigência de um novo compromisso político global emergiu como prioridade, com participantes a insistir que o momento para “acabar já com as mortes evitáveis” é agora.

NR/HN/Lusa

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