Trump dá 60 dias a 17 farmacêuticas para baixar preços e evitar represálias

1 de Agosto 2025

O presidente dos Estados Unidos deu hoje um prazo de 60 dias a 17 farmacêuticas para que baixem preços de novos medicamentos, ameaçando usar de "todas as ferramentas", caso as empresas não cumpram a medida, em benefício das famílias.

Donald Trump enviou uma carta aos diretores dessas empresas, entre elas a Eli Lilly and Company, na qual os alerta que, a partir de agora, “a única” coisa que aceitará dos fabricantes é um compromisso de porem fim “aos preços enormemente inflacionados” de medicamentos, com “uso gratuito da inovação americana por parte dos países europeus e outros países desenvolvidos”.

Entre as suas exigências, de acordo com a carta lida pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, está a inclusão da extensão dos preços “mais favoráveis para o plano médico Medicaid”, devolver os rendimentos adicionais obtidos no estrangeiro aos pacientes e contribuintes norte-americanos e permitir a compra direta, a preços mais reduzidos.

O líder republicano lembrou que no dia 12 de maio assinou uma ordem executiva que solicitou a essas empresas a redução, num prazo de 30 dias, dos preços dos medicamentos no país.

O objetivo é garantir que os norte-americanos paguem os mesmos preços que desfrutam outras nações desenvolvidas. “Atualmente, os medicamentos de marca nos Estados Unidos são, em média, até três vezes mais caros do que em qualquer outro lugar para os mesmos medicamentos. Este fardo inaceitável sobre as famílias trabalhadoras norte-americanas termina com a minha Administração”, sublinhou no texto.

Agora, se as empresas se recusarem, de acordo com a carta, o Executivo implementará todas as medidas ao seu alcance “para proteger as famílias americanas das contínuas práticas abusivas na fixação de preços dos medicamentos”.

“Os americanos exigem preços mais baixos nos medicamentos e precisam disso hoje. Outras nações têm beneficiado da nossa inovação durante demasiado tempo e é hora de pagarem o que lhes corresponde”, conclui a carta.

lusa/HN

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