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A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) mantém atualmente programas de apoio a cerca de 600 cuidadores informais na área metropolitana, dos quais metade possui estatuto reconhecido. Entre os beneficiários encontra-se Felisberta Veiga, de 77 anos, que desde 2021 cuida do marido, que ficou dependente após sofrer um AVC, seguido de sepsia e meningite.
Felisberta relata que, apesar de ter apoio nas rotinas matinais para levantar, lavar e vestir o marido, é a única cuidadora durante o resto do dia e noite. Uma das maiores dificuldades físicas que enfrenta é a transferência do marido entre a cama e a cadeira de rodas, além do desafio psicológico de lidar com a resistência dele em aceitar ajuda.
Por recomendação de uma assistente social, Felisberta começou a frequentar reuniões semanais de cuidadores na SCML, onde encontrou não só apoio emocional como também aprendizagem através da partilha de experiências com outros cuidadores. Adicionalmente, beneficiou de dois meses de descanso do cuidador, período durante o qual o marido permaneceu numa Estrutura Residencial para Idosos da instituição.
Etelvina Ferreira, diretora de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade da Ação Social da SCML, explica que a instituição disponibiliza diversos serviços, incluindo um centro de recursos para cuidadores informais, formação específica e colónias de férias com duração de três a cinco dias. Durante estes períodos, a SCML assegura os cuidados de saúde necessários à pessoa dependente.
O programa, iniciado em 2014 após um estudo realizado em 2008, oferece atividades variadas para os cuidadores, desde idas ao cinema e museus até sessões de cuidados de beleza e informativas. A SCML mantém ainda um serviço de atendimento e um grupo de autoajuda, estando estes serviços disponíveis para qualquer cuidador informal residente na Área Metropolitana de Lisboa.



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