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O Infarmed registou um aumento nos pedidos de realização de ensaios clínicos durante o primeiro semestre de 2025, totalizando 115 solicitações, um acréscimo de seis pedidos comparativamente ao mesmo período de 2024. Destes, 93 já receberam autorização para avançar.
A área oncológica dominou o panorama da investigação clínica em Portugal, representando 38 dos pedidos submetidos. As doenças do sistema imunitário ocuparam o segundo lugar com 14 pedidos, seguidas pelos estudos dedicados ao sistema nervoso, que contabilizaram 9 solicitações.
Os dados revelam ainda uma distribuição significativa por outras especialidades médicas, incluindo 7 pedidos para doenças cardiovasculares, 5 para patologias do sistema digestivo, 5 para doenças oculares, 4 para o trato respiratório e 3 para condições dermatológicas. O espectro de investigação estendeu-se também às áreas da saúde mental, infeções bacterianas, doenças metabólicas e doenças raras.
Na avaliação dos ensaios mononacionais, o Infarmed conseguiu manter um tempo médio de autorização de 31 dias, demonstrando eficiência no processamento dos pedidos. Este processo depende da aprovação conjunta do Infarmed e do parecer favorável da Comissão de Ética para a Investigação Clínica (CEIC).
Joel Passarinho, diretor da Unidade de Investigação Clínica do Infarmed, destacou que estes números evidenciam a capacidade do sistema nacional em acolher investigação clínica de qualidade, reforçando simultaneamente a confiança dos promotores no processo de avaliação português.
O aumento no número de pedidos consolida o posicionamento de Portugal como destino preferencial para a realização de investigação clínica no contexto europeu, refletindo o compromisso da autoridade do medicamento em manter uma avaliação rigorosa, mas eficiente, dos ensaios propostos.
NR/HN/Lusa



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