Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2025

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Guangdong regista queda de casos de febre chikungunya após surto em julho

11 de Agosto 2025

A província chinesa de Guangdong, no sudeste do país, registou 1.387 novos casos locais de febre chikungunya entre 03 e 09 de agosto, uma descida face aos 2.892 contabilizados na semana anterior, no âmbito do surto iniciado em julho.

A maioria das infeções recentes concentrou-se na cidade de Foshan, seguida da capital provincial, Cantão, e de Zhanjiang.

Neste período, não foram registados casos graves nem mortes associadas à doença, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de Guangdong, citado no domingo pela televisão estatal CCTV.

A febre chikungunya é uma doença viral causada pelo vírus homónimo e transmitida principalmente por mosquitos do género Aedes, que se reproduzem em pequenas acumulações de água. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dores articulares e erupções cutâneas.

Citado pela CCTV, o diretor do Instituto de Prevenção e Controlo de Doenças Infecciosas de Guangdong, Kang Min, afirmou que o aumento de casos em Foshan mostra sinais de contenção e que o total semanal mantém tendência de queda. No entanto, ele advertiu que a doença continua a abranger uma vasta área geográfica e que a elevada mobilidade internacional da província, conhecida como a “fábrica do mundo”, aumenta o risco de casos importados.

As autoridades de saúde recordaram que a eliminação de criadouros de mosquitos, o controlo de exemplares adultos e a proteção contra picadas são as principais medidas para travar a transmissão.

O governo provincial, que administra uma população de cerca de 126 milhões de habitantes, tinha notificado até 4 de agosto mais de 7.000 casos da doença.

A época de tufões e chuvas intensificou a atividade dos mosquitos na região, o que, segundo as autoridades, obriga a manter medidas de vigilância e controlo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu em julho medidas preventivas para evitar epidemias como as de há 20 anos, após a deteção de surtos de grande escala em ilhas do Índico como Mayotte, Reunião ou Maurícia, e a propagação da doença a países próximos como Madagáscar, Somália ou Quénia.

lusa/HN

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