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A imunoterapia com células T geneticamente modificadas (terapia CAR-T) já salvou doentes de cancro em fase terminal, mas só é eficaz em 40% dos casos de cancro do sangue. Para melhorar estes resultados, investigadores da SINTEF, na Noruega, criaram um robô pioneiro capaz de identificar as células imunitárias mais aptas a destruir tumores.
“Funciona. É um tratamento que pode curar o cancro definitivamente”, afirma Hanne Haslene-Hox, investigadora sénior da SINTEF. Contudo, o desafio reside na seleção das células T – designadas “soldados de elite” do sistema imunitário. Atualmente, os laboratórios testam manualmente poucas combinações de aditivos em culturas celulares, um processo limitado face às centenas de variáveis possíveis.

A imunoterapia pode curar o cancro uma vez por todas. Hanne Haslene-Hox e os seus colegas da SINTEF e do Hospital Radium da Noruega estão à procura das melhores células guerreiras – aquelas que conseguem localizar e destruir células cancerígenas. Foto: Geir Mogen, SINTEF
O novo sistema robótico revoluciona o processo: distribui 100 milhões de células colhidas de um paciente por 1.000 compartimentos (em vez de 10 frascos), testando simultaneamente centenas de estímulos químicos. “Ninguém fez isto antes. Queremos o guerreiro que melhor combate o cancro, não o arquivista ou o porteiro reformado”, explica Haslene-Hox. O robô analisa rapidamente os resultados, identificando as combinações que produzem células mais agressivas e viáveis.
Esta precisão é crucial, pois os doentes elegíveis para CAR-T têm apenas uma oportunidade terapêutica devido ao seu estado crítico. “O corpo é complexo, mas preciso. Nós, porém, estamos perante uma mistura de células sem saber qual é a certa”, salienta a investigadora.
Os protocolos otimizados pelo robô serão integrados em novas terapias celulares em desenvolvimento no Hospital Radium (responsável pelo projeto CellFit), acelerando ensaios clínicos. “Precisamos de terapias celulares equipadas para lutar contra o cancro de forma ótima”, reforça Haslene-Hox. O CellFit, financiado em 1,9 milhões de euros pelo Conselho de Investigação da Noruega, inclui ainda o Oslo Cancer Cluster e a Thermo Fisher.
Referências: https://norwegianscitechnews.com/2025/08/norwegian-robot-hunts-for-the-best-cancer-warriors/
Foto: Bjørnar Øvrebø, Innovation Norway/AlhaGalileo
NR/HN/AlphaGalileo



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