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O incêndio rural que deflagrou no passado dia 15 de agosto no concelho do Sabugal, distrito da Guarda, propagou-se esta segunda-feira, dia 19 de agosto, ao vizinho concelho de Penamacor, no distrito de Castelo Branco. O avanço das chamas verificou-se na zona do Vale da Senhora da Póvoa, seguindo em direção à localidade de Benquerença.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Vítor Proença, fez um balanço positivo da operação, indicando que a situação no seu concelho se encontra mais calma. “Acho que já podemos dizer, com fiabilidade, que a situação está a ser controlada”, afirmou o autarca à agência Lusa, após um dia de domingo em que as chamas voltaram a fugir ao controle. Apesar disso, referiu a existência de “alguns focos de reacendimento” que estão a ser debelados nas freguesias da Ribeira da Nave, Moita, Casteleiro e Sortelha, onde populares e operacionais têm atuado com rapidez.
Proença atribuiu a maior eficácia no combate à concentração de meios numa única frente, a sul do concelho, e ao apoio aéreo. “Nota-se que há mais eficácia na atuação dos meios. Também tivemos seis meios aéreos durante a manhã, o que ajudou bastante a consolidar o perímetro do fogo”, explicou. Pelas 13:40 de hoje, estavam no terreno 426 operacionais, apoiados por 114 veículos e oito meios aéreos.
O autarca admitiu ainda ponderar solicitar ao Governo a declaração de situação de calamidade para o concelho, devido aos prejuízos significativos causados pelo fogo em propriedades agrícolas e florestais. O incêndio, que teve início em Aldeia de Santo António, nas proximidades da sede do concelho, já tinha anteriormente vagueado pelo município raiano e entrado nos limites dos concelhos vizinhos da Guarda e de Almeida.
Este incêndio insere-se num contexto de múltiplos fogos rurais que têm afetado Portugal continental desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro, motivados por temperaturas elevadas que levaram à declaração de situação de alerta a 2 de agosto. De acordo com dados oficiais provisórios, até hoje arderam mais de 201 mil hectares, um valor que supera a totalidade da área ardida em todo o ano de 2024. Os fogos provocaram dois mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, para além de terem destruído habitações e explorações agropecuárias. Em resposta, Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, que enviou dois aviões Fire Boss para reforçar o combate.
NR/HN/Lusa



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