Ferido grave do Sabugal continua em estado crítico no São João

21 de Agosto 2025

O operacional da Afocelca, de 45 anos, ferido com gravidade no incêndio do Sabugal, mantém estado clínico crítico no Hospital de São João, com 75% da superfície corporal queimada e quadro muito instável. Há ainda um bombeiro estabilizado após acidente na Covilhã e um enfermeiro com prognóstico reservado na Guarda

O homem ferido com gravidade no incêndio rural do Sabugal, distrito da Guarda, transferido na terça‑feira para o Hospital de São João, no Porto, permanece hoje em estado clínico crítico. Fonte hospitalar adiantou que o doente apresenta cerca de 75% da superfície corporal queimada e uma evolução muito instável, agravada por comorbilidades prévias.

A vítima, um operacional da Afocelca — empresa de proteção florestal detida pelos grupos do setor da celulose Altri e Navigator —, tem 45 anos e ficou gravemente ferida durante operações de combate ao fogo que deflagrou na sexta‑feira, dia 15, no concelho do Sabugal. O incêndio, que se estendeu a outros concelhos, foi entretanto dado como em resolução. O ferido foi estabilizado no terreno pelas equipas de emergência e evacuado por helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para o São João.

Entretanto, fonte do gabinete de imprensa da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra indicou que o bombeiro envolvido num acidente rodoviário na Covilhã, no qual se registou uma vítima mortal quando a equipa seguia para um foco de incêndio, se encontra estabilizado. Na mesma unidade, o enfermeiro que sofreu queimaduras graves ao tentar auxiliar populares no combate às chamas em Vila Franca do Deão, no concelho da Guarda, mantém prognóstico reservado. O mesmo incêndio provocou a morte de um ex‑autarca daquela freguesia.

Desde julho, Portugal continental tem sido fustigado por múltiplos incêndios rurais de grande dimensão, sobretudo nas regiões Norte e Centro, que já causaram três mortes e vários feridos, alguns em estado grave. Os fogos destruíram total ou parcialmente habitações permanentes e sazonais, além de explorações agrícolas e pecuárias, e vastas áreas florestais.

Perante a dimensão dos incêndios, Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, tendo recebido dois aviões anfíbios Fire Boss para reforço do ataque às chamas. De acordo com dados oficiais provisórios, até 20 de agosto arderam mais de 222 mil hectares, superando a área total queimada em todo o ano de 2024.

NR/HN/Lusa

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