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Os enfermeiros do Montepio Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha, iniciaram na quinta-feita uma greve motivada pela alteração unilateral do contrato coletivo de trabalho, que em 2023 passou da CNIS para a Associação Portuguesa de Mutualidades (APM).
O sindicalista Rui Marroni, presente no piquete de greve, reportou uma adesão total dos profissionais, enquanto o enfermeiro Manuel António Ferreira, da direção, contabilizou a participação de dois em três enfermeiros no turno da manhã.
A instituição emprega cerca de doze enfermeiros, com vários profissionais atualmente ausentes por férias, baixa médica ou licença parental.
Os grevistas contestam a implementação do horário de 40 horas semanais e a eliminação do subsídio de turno, que anteriormente correspondia a 15% para dois turnos e 25% para três turnos. A delegada sindical Cristina Rodrigues, com 17 anos de casa, revelou receber um ordenado base de 1.531 euros, abaixo do valor mínimo do setor público.
Paulo Ribeiro, presidente do conselho de administração, afirmou ter atualizado os ordenados em 2,1% este ano e proposto aumentos de 5% para todos os enfermeiros e 10% para os mais antigos, a implementar até final do ano. Acrescentou que, apesar da eliminação dos subsídios de turno, o trabalho suplementar passou a ser pago a 100%.
O SEP apresentou em junho uma proposta que inclui a manutenção das 35 horas semanais, direitos a folgas e descansos, compensação por dias trabalhados e pagamento de horas penosas, noturnas e de fins de semana.
O Montepio Rainha D. Leonor, fundado em 1860, opera uma clínica com internamento e um lar residencial nas Caldas da Rainha.
NR/HN/Lusa



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