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O surto de mpox em Moçambique continua a evoluir, com o distrito do Lago, na província de Niassa, a registar 11 novos casos nas últimas 24 horas. De acordo com o boletim diário da Direção Nacional de Saúde Pública, que analisa o período entre 11 de julho e 21 de agosto de 2025, o país contabiliza agora 49 casos positivos, após um período sem novas infeções desde 9 de agosto.
A distribuição geográfica dos casos confirmados mostra uma maior concentração na província do Niassa, com 44 casos, seguida pela província de Maputo com três casos e Manica com dois casos. As autoridades de saúde mantêm sob vigilância 86 contactos, enquanto 32 pessoas já recuperaram da doença. Até ao momento, não foram registados óbitos.
O número de casos suspeitos também aumentou nas últimas 24 horas, com 28 novos registos, elevando o total para 680. Estes casos distribuem-se pelas províncias de Niassa, Nampula, Cabo Delgado, Manica, Sofala e Maputo.
Em resposta ao surto, o Governo moçambicano anunciou que espera receber vacinas em setembro para conter um possível alastramento da doença. Paralelamente, foram reforçadas as medidas de vigilância fronteiriça, com a implementação de equipas de rastreio e testagem.
O país demonstra capacidade laboratorial para enfrentar o surto, dispondo de 4.000 testes que podem ser realizados localmente, dos quais mais de 550 já foram utilizados. A rede de testagem estende-se a todas as capitais provinciais através dos laboratórios de Saúde Pública.
Desde o primeiro caso registado em Moçambique, em outubro de 2022, o país desenvolveu significativamente a sua capacidade de resposta, incluindo mil testes adicionais para análise de reagentes destinados à identificação de estirpes em casos positivos.
No contexto regional, o surto atual na África austral contabiliza, desde 1 de janeiro, 77.458 casos em 22 países, tendo resultado em 501 óbitos.
NR/HN/Lusa



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