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O Ministério da Saúde de Darfur do Sul revelou que 158 pessoas perderam a vida devido a um surto de cólera que assola a região desde maio de 2025. O balanço mais recente indica 2.880 casos registados, com 42 novas infeções e duas mortes apenas na última sexta-feira.
A organização Médicos Sem Fronteiras caracteriza este surto como “a pior epidemia de cólera que o país conheceu em anos”. A situação é particularmente grave em Darfur do Sul, onde se concentram mais de metade das mortes por cólera em toda a região do Darfur, conforme dados da Organização Mundial da Saúde.
Desde o verão de 2024, foram identificados aproximadamente 100.000 casos de cólera no Sudão, resultando em mais de 2.400 óbitos, segundo dados da UNICEF. A doença, que se transmite através de água e alimentos contaminados, pode ser fatal em questão de horas se não for tratada adequadamente.
O conflito armado que opõe o exército às Forças de Apoio Rápido desde abril de 2023 tem devastado as infraestruturas de saúde do país, tornando o acesso a tratamentos básicos praticamente impossível para grande parte da população. A situação é especialmente crítica em Darfur, onde a população enfrenta não apenas os efeitos da guerra, mas também a escassez de água potável e condições sanitárias precárias.
A guerra no Sudão já provocou dezenas de milhares de mortes e milhões de deslocados, numa crise que as Nações Unidas classificam como “a pior crise humanitária do mundo”. Os confrontos constantes impedem praticamente todo o acesso de ajuda humanitária à região.
Na semana passada, os Estados Unidos e países aliados apelaram à implementação de “pausas humanitárias”, manifestando preocupação com o agravamento da situação no território.
NR/HN/Lusa



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