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A Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos (APJF) entregou à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) um documento que identifica várias lacunas no atual modelo da Residência Farmacêutica e apresenta propostas concretas para a sua melhoria.
Implementada em 2023, após a sua criação em 2020, a Residência Farmacêutica visa formar especialistas em três áreas fundamentais: Farmácia Hospitalar, Análises Clínicas e Genética Humana. No entanto, após dois anos de funcionamento, são evidentes várias fragilidades que necessitam de correção imediata.
Entre os principais problemas identificados destacam-se a inexistência de regulamentação específica, falta de transparência nos processos de acesso e distribuição de vagas, disparidades entre as instituições formadoras e a utilização inadequada dos residentes para suprir carências de pessoal no SNS.
No documento apresentado, a APJF defende a implementação urgente do regulamento previsto no Decreto-Lei n.º 45/2025, estabelecendo regras claras de funcionamento e comunicação entre todos os intervenientes. Propõe ainda uma revisão do método de seriação e a criação de uma segunda fase de acesso, garantindo o preenchimento efetivo das vagas disponíveis.
A questão da idoneidade das instituições formadoras constitui outro ponto crucial. A associação defende a realização de auditorias regulares e o estabelecimento de critérios transparentes para a acreditação de novos centros, evitando assim a concentração excessiva de residentes em determinadas unidades.
Maria Lourenço, Vice-Presidente da APJF, sublinha que “a Residência Farmacêutica é mais do que uma etapa no papel. É a base da especialização dos jovens farmacêuticos e um investimento direto na qualidade dos cuidados de saúde”.
O documento aborda ainda questões laborais e de progressão na carreira, incluindo a necessidade de revisão das condições remuneratórias, compensação para deslocações e a integração dos novos especialistas na Carreira Farmacêutica.
A APJF mantém-se disponível para colaborar com todas as entidades envolvidas, incluindo o Ministério da Saúde, a ACSS e a Ordem dos Farmacêuticos, na procura de soluções que fortaleçam a Residência Farmacêutica como elemento fundamental para a qualidade do sistema de saúde português.



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