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A presença do mosquito-tigre (Aedes albopictus) aumentou significativamente no concelho de Pombal, alertou a Unidade Local de Saúde da Região de Leiria. O coordenador do Departamento de Saúde Pública da ULS, Rui Passadouro, revelou que o número de capturas cresceu cerca de dez vezes em comparação com o ano anterior.
O mosquito-tigre, potencial transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya, foi identificado na região com uma presença mais expressiva, incluindo ovos, durante as atividades regulares de vigilância. Apesar de não existirem casos registados destas doenças em Portugal continental, as autoridades de saúde apelam à população para adotar medidas preventivas.
Rui Passadouro esclareceu que, embora o mosquito já tivesse sido detetado anteriormente com pouca frequência, a situação atual exige atenção redobrada. “A possibilidade de haver transmissão da doença é mais provável” na presença deste vetor, explicou o responsável.
A ULS recomenda várias medidas à população, com especial ênfase na eliminação de águas paradas, principal foco de reprodução do mosquito. Entre as ações sugeridas, destacam-se a remoção de água acumulada em pratos de vasos, pneus e outros recipientes, a limpeza regular de bebedouros de animais e a manutenção de sistemas de escoamento desobstruídos.
Para proteção individual, as autoridades aconselham o uso de repelente, vestuário largo que cubra braços e pernas, e a instalação de redes mosquiteiras nas janelas.
A presença deste mosquito invasor em Portugal continental remonta a 2017, quando foi primeiro identificado em Penafiel, seguindo-se Loulé (2018) e Mértola (2022). Em julho de 2024, a Direção-Geral da Saúde emitiu orientações específicas para autarquias e várias entidades, visando o controlo da espécie.
Atualmente, Pombal encontra-se no nível de risco 1 (amarelo) numa escala até 3, conforme definido no Plano Nacional de Prevenção e Controlo de Doenças Transmitidas por Vetores.
NR/HN/Lusa



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