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O Município de Pombal deu hoje um passo significativo para resolver a carência de médicos de família no concelho, ao aprovar um pacote de medidas transitórias que inclui apoios financeiros para habitação e deslocações. A decisão, tomada por unanimidade em reunião do executivo municipal, visa atrair e fixar profissionais de saúde na região.
As medidas, com efeitos retroativos a 1 de julho, estabelecem uma comparticipação até 600 euros mensais para despesas com habitação, seja para arrendamento ou habitação própria, e até 200 euros mensais para deslocações, aplicável a médicos que não residam no concelho. Os apoios não são cumulativos entre si.
Para beneficiar destes incentivos, os médicos especialistas em medicina geral e familiar devem ter sido ou vir a ser providos através de concurso ou mobilidade, ocupando postos de trabalho nas unidades funcionais da ULS da Região de Leiria no concelho de Pombal. Os profissionais terão de assumir um compromisso formal de permanência mínima de três anos numa unidade de cuidados de saúde primários, sob pena de terem de devolver integralmente o apoio recebido.
A iniciativa já começou a dar frutos, com o preenchimento total das seis vagas disponíveis no último concurso para médicos de medicina geral e familiar, tendo ainda sido possível recrutar uma médica adicional através do regime de mobilidade.
Pedro Pimpão, presidente da autarquia e recandidato nas próximas eleições autárquicas, revelou que o número de utentes sem médico de família no concelho reduziu significativamente, passando de cerca de 13 mil no primeiro semestre para aproximadamente três mil após a entrada dos novos profissionais. O autarca destacou ainda o compromisso da ULS em garantir cobertura total até ao final do ano.
Durante a reunião, a vereadora Odete Alves, do PS, recordou que o seu partido havia sugerido anteriormente a elaboração de um regulamento para apoiar a fixação de médicos, manifestando que a maioria social-democrata demonstrou “alguma resistência” à proposta. No entanto, reconheceu a importância da medida agora aprovada.
Em resposta, Pedro Pimpão negou qualquer resistência, explicando que houve um trabalho de articulação com a ULS e a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, tendo esta última ficado responsável pela elaboração de um “regulamento chapéu” para garantir coerência nos apoios atribuídos aos clínicos.
O presidente da Câmara salientou ainda o investimento municipal na construção e requalificação de unidades de saúde como fator adicional de atratividade, afirmando que “os médicos querem vir trabalhar para sítios onde se sintam bem e que tenham boas condições de trabalho”.
NR/HN/Lusa



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