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Uma investigação desenvolvida na Universidade de Agder, na Noruega, demonstra que os pais de bebés prematuros apresentam pior qualidade de sono e maior incidência de insónia, podendo estes problemas prolongar-se até um ano após o nascimento.
A investigadora Gunhild Nordbø Marthinsen, que trabalha há vários anos com crianças doentes e seus pais, analisou os padrões de sono de dois grupos distintos de progenitores: um com filhos nascidos prematuramente e outro com filhos nascidos de termo completo.
Os resultados do seu trabalho de doutoramento revelam que mais de 50% das mães em ambos os grupos sofriam de insónia dois meses após o parto. Nos pais, embora inferior, a percentagem ultrapassava os 40%.
Marthinsen enfatiza que a insónia vai além da mera privação de sono, manifestando-se através de dificuldades no funcionamento diário e persistindo por pelo menos três meses. “Muitos pais sofrem deste problema sem se aperceberem”, alerta a investigadora.
O estudo identificou que muitos pais em situação crítica, com filhos internados em unidades de cuidados intensivos neonatais, frequentemente com problemas de saúde graves, relegavam o sono para segundo plano. No entanto, a investigação também evidenciou que os pais de bebés nascidos de termo completo enfrentam desafios semelhantes relacionados com o sono.
A investigadora defende a necessidade de introduzir orientações sobre o sono como parte integrante dos cuidados pré e pós-natais, facilitando o acesso dos pais a ajuda especializada antes que os problemas de sono se transformem em questões graves de saúde.
Para aceder ao estudo completo, consulte: https://www.uia.no/english/research/research-news/health-and-sport-sciences/parents-of-premature-babies-sleep-less-well.html
NR/HN/ALphaGalileo



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