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O Festival Internacional de Teatro É-Aqui-in-Ócio regressa à Póvoa de Varzim para a sua 16ª edição, decorrendo entre 22 de setembro e 4 de outubro, com uma programação que coloca em destaque a temática da saúde mental através das artes performativas.
A edição deste ano arranca oficialmente a 22 de setembro com a “Mesa de Reflexão I: Os atores na Memória: Teatro, Alzheimer e outras demências”, um debate que terá lugar no Espaço d’Mente da Varazim Teatro. No entanto, o público poderá assistir a uma pré-abertura no dia 21, com o espetáculo de teatro visual “Sómente”, apresentado no Passeio Alegre, que retrata a história de um homem jovem de espírito aprisionado num corpo envelhecido.
Eduardo Faria, diretor artístico do festival, destaca entre os momentos mais relevantes da programação o espetáculo “Gabo”, pela companhia Dançando com a Diferença, que sobe ao palco do Cine-Teatro Garrett a 23 de setembro. Esta performance de dança infantojuvenil e familiar propõe uma reflexão sobre a diferença e a inclusão.
Da programação internacional, destaca-se “Emocionalmente, vivir con dislexia y TDAH”, um monólogo autobiográfico da atriz Alicia Chong, de El Salvador, que será apresentado a 24 de setembro. A produção portuguesa também marca presença com “O avô tem uma borracha na cabeça”, da companhia Certa, baseado num texto de Rui Zink, que aborda a relação entre um avô com perda de memória e o seu neto inventor.
A música terá o seu espaço com a atuação da 5ª Punkada, banda da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, que apresentará o álbum “Deserto de Amor” no dia 26 de setembro, num espetáculo de entrada livre para maiores de seis anos.
O encerramento do festival, a 4 de outubro, ficará a cargo da companhia argentina Palabras, com o thriller psicológico “Palavras Encadenadas”, uma obra que explora os limites entre a sanidade e a loucura.
A programação inclui ainda outras produções relevantes como “Memórias de um Caracol” de Adam Eliot, “A loucura é o mais credível Oráculo” pela Escola de Mulheres – Oficina de Teatro, “Hugo” da companhia Os Náufragos Teatro, e “Paraíso” do Teatro del Astillero de Madrid.
Esta edição do festival propõe-se a contribuir para a desestigmatização da doença mental e promover uma reflexão alargada sobre neurodivergência, deficiência intelectual e os desafios contemporâneos à saúde mental, utilizando a arte como veículo de sensibilização e visibilidade.
NR/HN/lusa



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