ONG Nweti investe 3 milhões de euros no combate ao VIH em Gaza, Moçambique

2 de Setembro 2025

A ONG Nweti anunciou um investimento de três milhões de euros para apoiar pessoas infetadas com VIH na província de Gaza, sul de Moçambique. O projeto visa melhorar serviços de testagem, fortalecer o sistema sanitário e desenvolver atividades económicas locais

A ONG Nweti anunciou um investimento de três milhões de euros para apoiar pessoas infetadas com VIH na província de Gaza, sul de Moçambique. O projeto visa melhorar serviços de testagem, fortalecer o sistema sanitário e desenvolver atividades económicas locais.

A Nweti, organização não-governamental moçambicana, anunciou um investimento de três milhões de euros destinado ao apoio de pessoas que vivem com VIH/Sida na província de Gaza, sul de Moçambique. O programa será implementado nos distritos de Mapai, Chicualacuala e Chigubo, localizados no norte da província.

Adelito Pintainho, coordenador do projeto de VIH na Nweti, explicou que o financiamento será direcionado para expandir a capacidade dos serviços distritais, incluindo a oferta de testagem. O investimento contempla ainda o suporte logístico para brigadas móveis que se deslocam às localidades mais remotas.

O programa prevê ainda o apoio ao desenvolvimento económico local, através da disponibilização de kits iniciais para atividades geradoras de rendimento. Adicionalmente, o financiamento será aplicado em campanhas de testagem, tratamento e sensibilização, bem como na aquisição de equipamento hospitalar e formação técnica dos profissionais de saúde.

Os dados mais recentes, apresentados no parlamento moçambicano em maio, revelam que o país ocupa a terceira posição mundial em número de pessoas infetadas pelo VIH e o segundo lugar em novas infeções. As estatísticas indicam que entre 2,3 e 2,6 milhões de moçambicanos vivem com VIH, incluindo até 170 mil crianças.

A prevalência da doença atinge 12,5% da população com mais de 15 anos, sendo significativamente mais elevada nas mulheres (15%) comparativamente aos homens (9,5%). As raparigas adolescentes e mulheres jovens entre os 15 e 24 anos constituem um dos grupos mais vulneráveis, tendo registado cerca de 23 mil novas infeções em 2023, uma taxa três vezes superior à dos homens da mesma faixa etária.

O relatório do Gabinete Parlamentar de Prevenção e Combate ao VIH destaca ainda a situação particularmente preocupante entre as mulheres jovens dos 20 aos 24 anos, cuja prevalência é 3,1 vezes superior à dos homens da mesma idade (11,8% versus 3,8%). Entre os grupos de risco encontram-se também os trabalhadores móveis e migrantes, com especial incidência nos trabalhadores de minas (22,3%) e motoristas de longo curso (15,4%).

NR/HN/Lusa

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