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O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou ter abordado com o homólogo chinês, Xi Jinping, a possibilidade de avanços biomédicos prolongarem substancialmente a vida humana, chegando a sugerir que substituições sucessivas de órgãos poderão abrir caminho à “imortalidade”. “Os meios e métodos modernos de melhoria da saúde, incluindo diversas intervenções cirúrgicas com substituição de órgãos, permitem à humanidade esperar que a esperança média de vida aumente significativamente”, declarou, na quarta‑feira, numa conferência de imprensa em Pequim.
As declarações surgiram após uma conversa informal entre os dois líderes ter sido captada inadvertidamente por um microfone e difundida pela televisão estatal chinesa CCTV, quando ambos se dirigiam para o desfile militar que assinalou os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico. Na gravação, ouve‑se o intérprete de Xi observar: “No passado, as pessoas raramente chegavam aos 70 anos; hoje dizem que aos 70 ainda se é criança.” Um tradutor de Putin acrescenta que os avanços na biotecnologia poderão permitir a substituição contínua de órgãos, tornando as pessoas “mais jovens” e até “imortais”. Xi terá referido previsões segundo as quais, neste século, a esperança de vida poderá chegar aos 150 anos.
As imagens transmitidas mostraram Xi e Putin a liderar um grupo de dirigentes estrangeiros que incluía o líder norte‑coreano, Kim Jong‑un, o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko (71 anos), e o chefe de Estado do Cazaquistão, Kassym‑Jomart Tokayev (72 anos).
Putin, atualmente no quinto mandato presidencial, poderá permanecer no cargo até 2036, após alterações constitucionais aprovadas durante o seu governo. A imprensa russa e internacional tem relatado o alegado interesse do chefe de Estado em terapias de longevidade, incluindo abordagens de medicina alternativa, bem como o acesso a unidades hospitalares exclusivas e equipas médicas dedicadas.
Uma das filhas do Presidente russo, Maria Vorontsova, endocrinologista, participa num programa estatal de genética lançado há vários anos e supervisionado por Mikhail Kovalchuk, aliado de longa data de Putin.
Na conferência de imprensa, o líder russo salientou ainda o impacto das tendências demográficas: “Em 2050, haverá mais pessoas com mais de 65 anos no mundo do que crianças com cinco ou seis anos. Isso terá consequências sociais, políticas e económicas.”
NR/HN/Lusa



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