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O encontro inaugural realizou-se no dia 5 de setembro, um dia após a celebração do Dia Mundial da Saúde Sexual, em que foi assinado o protocolo de criação do Observatório Mundial de Saúde Sexual, também sediado na U.Porto. A sessão marcou o início de uma resposta articulada aos principais desafios atuais, como retrocessos políticos, cortes orçamentais, desinformação e ataques à educação sexual.
A WSHA apresentou princípios orientadores, prioridades estratégicas e um plano de ação até 2030. Entre as medidas destacam-se a Proclamação do Porto, que reafirma a saúde sexual como inegociável, os direitos sexuais como direitos humanos e a justiça sexual como prioridade global; estratégias comuns para defesa política em contextos adversos; metas para garantir serviços universais de saúde sexual e educação até 2030; uma estrutura de governação com encontros anuais e coordenação de resposta rápida; e um calendário conjunto de advocacy internacional em eventos como a Assembleia Geral das Nações Unidas e a Assembleia Mundial da Saúde.
A sessão contou com a presença de líderes de organizações internacionais e da sociedade civil, entre as quais IPPF, ARROW, Fòs Feminista, AHF, MPact, ILGA, Rutgers, SRI, EPF e UNITE. Estiveram igualmente representadas associações profissionais como WPATH e ISSWSH, bem como federações regionais da WAS: AOFS, EFS, EMFeSH, FLASSES, NAFSO e Sexual Health Africa.
Do meio académico participaram instituições como a Universidade de Sydney, KU Leuven, Universidade de Columbia, Johns Hopkins Gates Institute, Eli Coleman Institute e o Programa AUB WISH, para além da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U.Porto. Entre os observadores estiveram várias agências das Nações Unidas, incluindo OMS/HRP, UNFPA, UNESCO e OPAS/PAHO.
A Assembleia Mundial de Saúde Sexual nasce para reforçar a cooperação global, promovendo uma agenda unificada baseada em encontros regulares, grupos de trabalho especializados e capacidade de resposta rápida a desafios emergentes. Convocada pela WAS, a iniciativa pretende afirmar a saúde sexual como pilar da saúde pública e dos direitos humanos, contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
NR/PR/HN



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