Governo prepara projeto-piloto para apoiar idosos no domicílio com cuidados médicos e sociais

15 de Setembro 2025

O Governo vai lançar um projeto-piloto que integra serviços de saúde e sociais para dar resposta aos idosos que podem continuar no seu domicílio e receber os cuidados necessários, disse hoje a ministra.

“O Governo vai lançar um projeto-piloto de apoio domiciliário integrado”, ou seja, “apoio social mais saúde”, revelou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, após assistir à apresentação do projeto “Hospital no Domicílio Sénior” da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria.

Segundo a ministra, o dossiê está a ser preparado juntamente com o Ministério da Saúde, não existindo ainda uma data para avançar, nem definição de uma região para o seu início.

“Os nossos idosos muitas vezes não teriam de estar sequer numa ERPI [estrutura residencial para idosos] e certamente que muitas das vezes que vêm às urgências poderiam não vir”, constatou.

Não querendo assumir que as ERPI são um “último recurso, porque as pessoas são muitas vezes felizes lá”, a ministra sublinhou que nunca existirão ERPI em número suficiente. “Muitas pessoas prefeririam, sendo possível em termos de saúde, ficar nas suas casas, no seu ambiente, junto ou mais perto da sua família. Como é que isso se consegue? Apoiando essas pessoas no seu ambiente”, informou.

Rosário Palma Ramalho explicou que os idosos são, muitas vezes, acompanhados, por instituições particulares de solidariedade social, “mas não de forma integrada com serviços médicos e de enfermagem”.

“Ora, muitas pessoas pela sua idade têm também comorbilidades associadas, têm também algum grau de dependência que, não justificando que elas fiquem numa instituição, exige uma atenção mais direcionada à sua situação”, acrescentou.

Este modelo “permite, por um lado, retardar o mais possível a ida do idoso para uma instituição ou tornar isso dispensável e, por outro lado, acompanhar aqueles que estiveram em instituições de saúde e que são chamadas camas sociais, e que já não deveriam estar lá, mas há dificuldade em conceder uma alta porque não há apoio a essa pessoa quando for para casa”.

Segundo a governante, trata-se de um “projeto inovador”, com “medicina mais o apoio social ao domicílio, permitindo à pessoa permanecer no seu ambiente, mas não estar desapoiado e estar atendido naquilo que são as suas necessidades”.

Ao mesmo tempo, “tem o efeito positivo de descongestionar as urgências e as camas dos hospitais”.

lusa/HN

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