Greve dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica com forte impacto na ULS Amadora/Sintra

16 de Setembro 2025

A greve dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora/Sintra está hoje a registar níveis de adesão muito elevados, atingindo os 100% nos serviços de Patologia Clínica, Imagiologia, Farmácia, Audiologia, Cardiopneumologia e Neurofisiologia, e acima de 85% nos restantes setores.

A paralisação tem como objetivo reivindicar a adesão ao Acordo Coletivo de Trabalho, publicado em Boletim do Trabalho e Emprego em 22 de junho de 2018, bem como a revalorização da tabela salarial do Acordo de Empresa, em paridade com a carreira dos TSDT.

Segundo o Sindicato dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), os profissionais da ULS Amadora/Sintra consideram-se discriminados face a colegas de outros hospitais do setor público empresarial (EPE), onde esses direitos já foram implementados. O sindicato acusa o Conselho de Administração e o Governo de não terem dado resposta às várias tentativas de negociação, levando à decisão de avançar para a greve.

A paralisação está a ter efeitos significativos na prestação de cuidados, com a suspensão de análises clínicas, ecografias, raio X e outros exames complementares de diagnóstico, bem como de atividades terapêuticas nas farmácias hospitalares, fisioterapia, terapia da fala e terapia ocupacional. O impacto estende-se também a cirurgias programadas, uma vez que a ausência de exames de diagnóstico inviabiliza a sua realização. Apenas os serviços mínimos estão a ser assegurados nas urgências.

Os profissionais em greve abrangem várias especialidades da área de diagnóstico e terapêutica, incluindo análises clínicas, anatomia patológica, audiologia, cardiopneumologia, dietética e nutrição, farmácia, fisioterapia, higiene oral, medicina nuclear, neurofisiologia, ortoprotesia, ortóptica, prótese dentária, radiologia, radioterapia, saúde ambiental, terapia da fala e terapia ocupacional.

Esta greve surge na sequência de uma vigília realizada na noite de ontem, 15 de setembro, em frente ao Hospital Fernando Fonseca, entre as 19h00 e as 24h00, onde os profissionais manifestaram publicamente a sua indignação e reafirmaram a necessidade de verem os seus direitos reconhecidos.

NR/PR/HN

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