![]()
A paralisação tem como objetivo reivindicar a adesão ao Acordo Coletivo de Trabalho, publicado em Boletim do Trabalho e Emprego em 22 de junho de 2018, bem como a revalorização da tabela salarial do Acordo de Empresa, em paridade com a carreira dos TSDT.
Segundo o Sindicato dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), os profissionais da ULS Amadora/Sintra consideram-se discriminados face a colegas de outros hospitais do setor público empresarial (EPE), onde esses direitos já foram implementados. O sindicato acusa o Conselho de Administração e o Governo de não terem dado resposta às várias tentativas de negociação, levando à decisão de avançar para a greve.
A paralisação está a ter efeitos significativos na prestação de cuidados, com a suspensão de análises clínicas, ecografias, raio X e outros exames complementares de diagnóstico, bem como de atividades terapêuticas nas farmácias hospitalares, fisioterapia, terapia da fala e terapia ocupacional. O impacto estende-se também a cirurgias programadas, uma vez que a ausência de exames de diagnóstico inviabiliza a sua realização. Apenas os serviços mínimos estão a ser assegurados nas urgências.
Os profissionais em greve abrangem várias especialidades da área de diagnóstico e terapêutica, incluindo análises clínicas, anatomia patológica, audiologia, cardiopneumologia, dietética e nutrição, farmácia, fisioterapia, higiene oral, medicina nuclear, neurofisiologia, ortoprotesia, ortóptica, prótese dentária, radiologia, radioterapia, saúde ambiental, terapia da fala e terapia ocupacional.
Esta greve surge na sequência de uma vigília realizada na noite de ontem, 15 de setembro, em frente ao Hospital Fernando Fonseca, entre as 19h00 e as 24h00, onde os profissionais manifestaram publicamente a sua indignação e reafirmaram a necessidade de verem os seus direitos reconhecidos.
NR/PR/HN



0 Comments