Paulo Raimundo afirma que é preciso “acabar com a escandalosa intermitência de urgências abertas e urgências fechadas”

16 de Setembro 2025

O secretário-geral do PCP defendeu hoje que é preciso "acabar com a escandalosa intermitência de urgências abertas e urgências fechadas" no Serviço Nacional de Saúde, apostando na contratação e fixação de profissionais e dando-lhes condições de trabalho.

Paulo Raimundo falava hoje no Montijo, no distrito de Setúbal, numa sessão pública da CDU para assinalar os 46 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com o tema “A saúde é um direito. Valorizar o SNS” na qual participaram comissões de utentes e os candidatos da CDU às autarquias do Montijo, Alcochete e Moita.

“Precisamos acabar com esta escandalosa intermitência de urgências abertas e urgências fechadas. Precisamos criar condições para que haja segurança e não se ponham vidas em risco que é isso que está a acontecer todos os dias com esta situação das urgências de obstetrícia e de pediatria”, disse numa alusão também ao recente caso de encerramento da urgência de obstetrícia no Hospital Garcia de Orta, em Almada, que, no sábado, deixou a Península de Setúbal sem atendimento a grávidas.

O secretário-geral do PCP defendeu ainda que é necessário devolver a confiança e a esperança às pessoas e fixar, contratar e dar alento a todos os profissionais de saúde.

“Se criarmos condições de carreira, condições d trabalho não tenho dúvida que a maioria dos que abandonaram o SNS voltará ao SNS. Se envolvermos os médicos, enfermeiros e profissionais na construção deste projeto e lhes dermos condições voltaremos a ter o SNS com médicos, enfermeiros e técnicos ao serviço das populações”, salientou.

Sobre a situação das urgências de obstetrícia e ginecologia na Península de Setúbal Paulo Raimundo apontou que se existe a intenção de criar apenas uma única urgência neste território que a mesma deve ser combatida.

“Um país desenvolvido não afasta os serviços das pessoas, aproxima os serviços das pessoas. Isto é recuar”, disse.

Paulo Raimundo defende que existem razões para festejar o SNS, que apesar das dificuldades “continua a não perguntar quanto é que cada um tem na conta, qual o numero da apólice do seguro de cada um nem qual é a doença para ver se trata ou não”.

“O SNS garante a todos de forma igual, independentemente dos valores das contas, do credo, da nacionalidade e da cor da pele. O SNS é e continuará a ser aquilo para qual foi criado, para garantir a todos o acesso a saúde e da mesma forma”, disse.

lusa/HN

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