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Para o subdiretor de incidentes do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de África (CDC África), Yap Boum, a redução nas taxas de mortalidade é um sinal “encorajador”, referindo que estão focados em “salvar vidas” e “impedir a propagação da doença”.
No entanto, Moçambique está a gerar preocupação após registar um aumento de 247% nos casos recentes, com uma média de 76 contágios semanais, segundo dados da CDC África. Na RDCongo, o número de casos confirmados estabilizou, embora com um aumento de 122 para 173 casos por semana.
“A taxa de positividade de 41% nos testes em todo o país indica que a maioria das infeções ainda está a ser detetada na comunidade, o que reflete a capacidade de rastrear, mas também uma alta taxa de transmissão”, esclareceu Boum.
O subdiretor da CDC África também enfatizou que o progresso se deve ao fortalecimento da vigilância comunitária, à descentralização de laboratórios e ao isolamento precoce de casos, com exemplos positivos em países como Serra Leoa e Uganda.
A Serra Leoa, com 5.266 casos e 56 mortes confirmadas pela doença entre 2024 e 2025, mostrou uma queda de 26 contágios semanais, enquanto o Uganda com 8.012 casos e 50 mortes teve uma redução de 55 casos de uma semana para a outra.
Em termos de vacinação, 11 países já implementaram campanhas de vacinação que superam um milhão de pessoas inoculadas com pelo menos uma dose e espera-se que o Gana, a Libéria, o Uganda e a Guiné-Conacri recebam novos envios, dentro de um pacote de 200 mil doses adicionais coordenado pela empresa Bavarian Nordic e pela UNICEF.
O CDC África também enfatizou a necessidade de proteger crianças menores de 12 anos, já que esse grupo também foi identificado como de risco em vários países.
No passado dia 05, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou o levantamento da emergência sanitária internacional para o mpox, declarada em agosto de 2024, devido ao declínio dos casos. A OMS vai manter recomendações para a prevenção da doença até agosto de 2026.
O mpox manifesta-se principalmente por uma febre alta e o aparecimento de lesões cutâneas. Identificada pela primeira vez na República Democrática do Congo (RDCongo) em 1970, a doença permaneceu restrita a uma dezena de países africanos por muito tempo. Em 2022, começou a espalhar-se pelo resto do mundo, especialmente em países desenvolvidos onde o vírus nunca havia circulado.
lusa/HN



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