Setor Farmacêutico une-se em pacto para valorizar a profissão e reforçar Farmácias Comunitárias

23 de Setembro 2025

As principais organizações do setor farmacêutico assinaram um Pacto com 18 compromissos para valorizar a profissão. O objetivo é atrair e reter talento, melhorar condições laborais e salariais e reforçar o papel das farmácias na comunidade, numa resposta aos preocupantes dados de um estudo recente sobre a satisfação dos profissionais.

As principais entidades representativas do setor farmacêutico português formalizaram um Pacto pela Valorização da Profissão e da Atividade do Farmacêutico Comunitário. Este memorando de entendimento, que une sete organizações do sector, estabelece uma agenda comum para o futuro da profissão, com o objetivo central de fortalecer o papel dos farmacêuticos e das farmácias comunitárias.

O pacto, que surge na sequência de um estudo realizado pela Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos (APJF) envolvendo mais de mil profissionais, concretiza-se em 18 compromissos específicos. As medidas passam pela criação de condições para atrair e reter profissionais em todas as fases da carreira, pela diferenciação e especialização da atividade farmacêutica, pelo reforço da formação inicial e contínua e pela valorização salarial.

O documento defende ainda a justa remuneração dos serviços farmacêuticos, a proteção das farmácias em territórios de baixa densidade populacional, a promoção de ambientes de trabalho saudáveis e seguros, a conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional, a autonomia técnica e científica do farmacêutico e o reconhecimento social da profissão.

O estudo da APJF que motivou a iniciativa revelou dados preocupantes: mais de 90% dos farmacêuticos comunitários estão preocupados com as condições do mercado de trabalho em Portugal. A remuneração é o principal constrangimento, com três em cada quatro profissionais insatisfeitos com o salário. Além disso, 30% dos inquiridos já procuraram oportunidades de trabalho no estrangeiro, uma percentagem que sobe para 40% entre os farmacêuticos com menos de 35 anos. A progressão na carreira e o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal foram igualmente apontados como fatores críticos para a motivação.

Face a estes resultados e considerando a escassez de profissionais de saúde, o envelhecimento da força de trabalho e as crescentes exigências técnicas e científicas, o pacto pretende ajudar a reter talento em Portugal e a aumentar a atratividade da profissão entre os mais jovens. A APJF justificou a necessidade desta “agenda conjunta” num contexto de maior integração dos farmacêuticos e farmácias comunitárias em complementaridade com o Serviço Nacional de Saúde.

O pacto foi assinado pela Ordem dos Farmacêuticos, pelo Sindicato Nacional Farmacêutico, pela Associação Nacional das Farmácias, pela Associação de Farmácias de Portugal, pela Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos, pela Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia e pela Associação Portuguesa de Farmacêuticos para a Comunidade. O memorando de entendimento está disponível para consulta através do link fornecido pelas entidades signatárias.

PR/HN

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