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A Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS de Coimbra) colocou hoje sobre a mesa a sua estratégia para a próxima década. O Plano Estratégico 2030, apresentado publicamente, desenha um caminho de mudança assente em sete eixos fundamentais, com o objetivo declarado de tornar a organização mais próxima das populações, mais digital e com uma aposta redobrada na prevenção. O documento, elaborado de forma participada, pretende ser a bússola para uma transformação profunda do modelo de cuidados.
Na sessão de abertura estiveram presentes os presidentes das duas Comunidades Intermunicipais abrangidas e o Sub-Diretor Geral da Saúde, Júlio Pedro, numa clara demonstração do carácter colaborativo que se pretende imprimir. Alexandre Lourenço, Presidente do Conselho de Administração, não se ficou por generalidades e foi perentório ao afirmar que o plano é a resposta da instituição às necessidades do território. “Mediremos resultados clínicos, de experiência, de acesso e de eficiência, ajustando o que for necessário, com transparência e responsabilidade”, assegurou, comprometendo-se publicamente com metas tangíveis.
O plano, construído com o contributo de profissionais internos e de mais de 50 entidades externas, estrutura-se em torno de três vetores de transformação principais. Um deles passa por deslocar o centro de gravidade do hospital para a comunidade, através do alargamento da hospitalização domiciliária, de equipas multidisciplinares e de uma maior articulação com os municípios. Outro pilar é a transição digital, que envolve a interoperabilidade de sistemas, a expansão da telemedicina e um esforço de capacitação tanto de profissionais como de cidadãos. O terceiro movimento visa uma mudança de paradigma, priorizando a prevenção face ao tratamento, com o reforço dos cuidados primários e a promoção de estilos de vida saudáveis.
A dimensão do desafio é clara quando se olha para o território de influência da ULS de Coimbra, que cobre 21 concelhos e uma população residente superior a 370 mil pessoas. Dados citados no plano revelam que mais de 100 mil residentes vivem a mais de 45 minutos da cidade, uma realidade que impõe a procura de soluções inovadoras para garantir equidade no acesso. A capacidade instalada, que no ano passado permitiu a realização de cerca de 2,5 milhões de consultas e 52 mil intervenções cirúrgicas, é encarada como a base sólida para suportar esta ambição de futuro.
A apresentação do documento não foi por acaso a 30 de setembro, data que assinala o Dia da ULS de Coimbra e homenageia São Jerónimo, padroeiro dos Hospitais da Universidade de Coimbra, ligando simbolicamente o passado humanista da instituição ao seu projeto estratégico.
PR/HN



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