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Sandra Tenreiro (na imagem), professora e investigadora da NOVA Medical School, foi eleita para coordenar a Retina4Future, uma ação europeia que visa encurtar o caminho entre a bancada do laboratório e o tratamento de doentes com patologias da retina. A rede, financiada pela Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia (COST), agrega peritos de mais de 35 países.
“Esta é a primeira rede europeia dedicada exclusivamente a estas doenças”, afirmou Tenreiro. A sua ambiação é juntar num mesmo ecossistema profissionais de áreas distintas, desde a ciência fundamental à clínica, passando por pequenas e médias empresas, associações de doentes, especialistas em ética e decisores políticos. O objetivo último é que os avanços científicos não fiquem fechados em artigos académicos, mas se traduzam em respostas tangíveis para quem sofre destas condições.
Atualmente com cerca de 170 participantes de 30 países membros da COST e seis parceiros internacionais, incluindo Canadá, Estados Unidos e Cabo Verde, a rede pretende dinamizar o diagnóstico precoce. Melhorar as ferramentas de imagiologia e identificar biomarcadores que permitam detetar as doenças mais cedo são passos cruciais. Paralelamente, a iniciativa quer desenvolver terapias inovadoras capazes de travar a progressão da doença em fases iniciais, antes que a perda de visão se torne irreversível.
“As ações COST não financiam projetos de investigação diretamente, mas apoiam o trabalho em rede”, precisou a investigadora. Esse suporte materializa-se em workshops, missões científicas e formação, instrumentos que considera fundamentais para capacitar uma nova geração de cientistas e acelerar a chegada da inovação aos hospitais e aos doentes.
A coordenação da Retina4Future está sediada no Laboratório de Degeneração e Envelhecimento da NOVA Medical School, um polo que assim consolida a sua influência no mapa europeu da colaboração científica. O projeto, com a duração prevista de 2025 a 2029, insere-se num movimento mais amplo de inovação em saúde, onde a escola médica da Universidade Nova de Lisboa assume um papel de liderança. O percurso de Sandra Tenreiro, doutorada em Biotecnologia, tem-se focado nos mecanismos moleculares da neurodegeneração, com especial enfoque nas doenças da retina. A sua abordagem combina modelos celulares e organoides para desvendar os processos de degeneração neuronal, um trabalho que desenvolve em estreita colaboração com clínicos.
PR/HN



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