Cinco jovens investigadores distinguidos com o Prémio Maria de Sousa 2025

6 de Novembro 2025

Cinco jovens investigadores recebem até 30 mil euros cada para projetos nas áreas de envelhecimento celular, doença de Parkinson e oncologia. Cerimónia decorreu no passado dia 4 na Ordem dos Médicos.

A Ordem dos Médicos e a Fundação Bial atribuíram no passado dia 4 de novembro o Prémio Maria de Sousa a cinco jovens investigadores portugueses, cujos trabalhos se destacam em domínios como o envelhecimento celular, a doença de Parkinson e a oncologia. Cada um dos projetos premiados, selecionados entre diversos candidatos, receberá até 30 mil euros, num montante global que pode atingir os 150 mil euros.

Neuza Domingues, do MIA-Portugal – Multidisciplinary Institute of Ageing da Universidade de Coimbra, propõe-se desvendar os mecanismos que regulam os contactos entre lisossomas e o núcleo celular, uma linha de estudo que poderá trazer perspetivas terapêuticas inovadoras para doenças neurodegenerativas e distrofias musculares. A sua investigação incluirá uma passagem pela Universidade de Oxford.

Bruna Meira, do Champalimaud Centre for the Unknown, foca-se no fenómeno de “freezing da marcha” na doença de Parkinson, analisando como diferentes formas de estimulação cerebral profunda alteram a mobilidade e a atividade elétrica cerebral. O estágio no Würzburg University Hospital, na Alemanha, integrará esta abordagem, que visa reduzir quedas e melhorar a qualidade de vida dos doentes.

Ângela Fernandes, investigadora do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, explora o papel dos glicanos na superfície das células tumorais do cancro colorretal. O seu objetivo é desenvolver uma terapia ou vacina que eduque as células T para uma resposta imunitária mais eficaz, com colaboração prevista num centro de Sevilha.

Diogo Reis Carneiro, do ICNAS da Universidade de Coimbra, estuda a interocepção – a perceção que o cérebro tem do funcionamento interno do corpo – na doença de Parkinson. A disfunção nesta comunicação poderá ser atenuada com técnicas não farmacológicas, como mindfulness ou biofeedback respiratório. O projeto inclui um período de formação na Medical University of Innsbruck.

Catarina Lopes, do IPO do Porto, ambiciona criar um método de deteção precoce do cancro gástrico através da análise de compostos voláteis na saliva. A ideia passa por desenvolver um “nariz eletrónico” acessível e não invasivo, com aplicação potencial em programas de rastreio. O trabalho terá um estágio na Medical University of Gdańsk, na Polónia.

A entrega do prémio decorreu no passado dia 4 na sede da Ordem dos Médicos, em Lisboa, com a presença do neurocientista Rui Costa, presidente do júri.

PR/HN

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