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Num esforço para derrubar barreiras de desinformação, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) coloca a tónica na desmistificação durante o “Novembro Azul”. A iniciativa, que este ano gira em torno do mote “Vencer os mitos do cancro da próstata”, procura contrariar noções profundamente arraigadas que acabam por afastar os homens dos consultórios. A liga sublinha a falsidade de várias ideias, como a de que o exame de rastreio é intrinsecamente doloroso ou perigoso, ou a convicção de que só deve ser ponderado quando já existem queixas.
Vítor Veloso (naimagem), Presidente da LPCC, realçou o carácter frequentemente silencioso da doença. “A deteção precoce, através de exames de rastreio regulares, permite encetar tratamentos mais eficazes e consideravelmente menos invasivos”, afirmou, salientando que esta abordagem amplia de forma decisiva as probabilidades de cura. Veloso insistiu na premissa de que cuidar da saúde é, antes de mais, um investimento no próprio bem-estar, um passo que exige consciencialização e um diálogo permanente com o médico de família.
O apelo é dirigido sobretudo à faixa etária dos 50 aos 70 anos, encorajando-se uma procura ativa de informação junto dos profissionais de saúde. A LPCC, que desenvolve múltiplas ações de sensibilização e apoio a doentes oncológicos, lembra que o cancro da próstata se mantém como o tumor mais comum no sexo masculino. Em 2022, foram contabilizados 7.529 novos casos em Portugal, com mais de 70% dos diagnósticos a recairem em homens com idade superior a 65 anos. A sua evolução lenta e, muitas vezes, assintomática, faz com que o aparecimento de sinais possa indicar, precisamente, uma fase mais avançada da patologia, daí a urgência tática de quebrar preconceitos.
PR/HN



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