Ministro da Presidência afasta saída da ministra da Saúde e classifica rumores como “espuma mediática”

6 de Novembro 2025

António Leitão Amaro recusou comentar diretamente a eventual saída de Ana Paula Martins do Governo, garantindo que a ministra prosseguirá um "trabalho hercúleo" no SNS. Os rumores foram classificados como distrações efémeras

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, escusou-se hoje a comentar de forma direta as notícias que dão conta da vontade da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, em abandonar o executivo. Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, Leitão Amaro evitou uma resposta clara sobre a permanência da governante, mas enalteceu o seu trabalho perante uma herança “pesada” no Serviço Nacional de Saúde.

Perante jornalistas, o ministro afirmou que o Governo não se distrai com “essa espuma mediática, essas discussões que começam e acabam nos jornais”. Quando interrogado sobre a solidariedade do executivo com Ana Paula Martins, a resposta foi afirmativa, seguida de um elogio pormenorizado. “Todos no Governo sabemos isto: se há alguém no Governo que herdou uma herança pesada, e que tem feito, e tem que fazer, e vai continuar a fazer um trabalho hercúleo para resolver um problema dramático deixado no Serviço Nacional de Saúde, se há alguém com essa herança pesada, mas a capacidade, a confiança para a resolver, é seguramente a ministra da Saúde”, declarou.

Leitão Amaro previu que a especulação sobre uma remodelação, tal como a espuma, “vai passar, e vai rebentar, e vai desaparecer em pouco tempo”. No seu entender, os portugueses anseiam por medidas concretas e não por este tipo de exercício mediático. Sobre o desempenho do SNS, reconheceu que persistem situações onde as coisas não funcionam como desejado, assumindo a necessidade de fazer mais. Contudo, apontou dados que, na sua óptica, revelam progressos: o aumento do número de cirurgias em relação ao ano anterior, a redução das listas de espera e um crescimento nas consultas hospitalares.

A resposta do ministro da Presidência surgiu também na sequência de alertas do Presidente da República sobre a necessidade de um pacto para a saúde. Sem mencionar diretamente Marcelo Rebelo de Sousa, Leitão Amaro defendeu que o Governo age com medidas de curto, médio e longo prazo, integradas no Plano de Emergência e Transformação.

NR/HN/Lusa

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