Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro aprova curso de Medicina com vista à coesão territorial e fixação de profissionais

6 de Novembro 2025

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) viu aprovado o seu mestrado integrado em Medicina, uma iniciativa considerada “essencial” para a retenção e fixação de profissionais e para a coesão territorial pela Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD).

O curso foi aprovado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) com uma acreditação condicional válida por dois anos. A formação, que resultou de uma colaboração estreita entre a UTAD e a ULSTMAD, prevê a admissão de 40 estudantes por ano, número que se pretende manter ao longo dos seis anos do curso. O projeto aposta na humanização da prestação de cuidados de saúde, na proximidade com o paciente, nos cuidados de saúde primários e na prevenção da doença.

Ivo Oliveira, presidente do conselho de administração da ULSTMAD, sublinhou a importância do novo curso para o desenvolvimento regional: “Este mestrado integrado em Medicina é essencial para a retenção e fixação de profissionais e para a coesão territorial do país.” O responsável destacou ainda a parceria institucional com a UTAD, que possibilitou a criação do Centro Académico Clínico (CACTMAD) com o objetivo de promover investigação, formação e prestação integrada de cuidados de saúde, aproximando o ensino superior da prática clínica. “Falamos de uma âncora de desenvolvimento regional, de futuro para os nossos jovens, de inovação técnica e científica, e de garantia de cuidados de saúde integrados e de excelência”, afirmou.

Ivo Oliveira reforçou também o papel estratégico do Serviço Nacional de Saúde (SNS), descrevendo-o como “um instrumento de igualdade e de progresso social, ao serviço de todos. Presta assistência a quem dela necessita, sobretudo em momentos de fragilidade e independentemente da situação económica, estatuto social ou local de residência.”

O presidente do conselho de administração da ULSTMAD manifestou ainda o compromisso institucional de consolidar o projeto para que este se torne um mestrado de referência nacional e para continuar a desenvolver ambas as organizações. “Este é um dia feliz para a ULSTMAD. Quero expressar o meu reconhecimento a todos os envolvidos neste processo, nomeadamente a toda a academia da UTAD e, em especial, aos profissionais da ULS, pela qualidade, dedicação e empenho com que cumprem a nossa missão assistencial. Um passo decisivo para o futuro da Saúde em Trás-os-Montes e Alto Douro.”

Carla Amaral, vice-reitora para a Educação e Qualidade da UTAD, qualificou a aprovação como uma “boa notícia” para a academia e para a região. A responsável revelou que a universidade está “muito comprometida” em abrir as vagas para o ano letivo 2026/27. Explicou que a acreditação está condicionada ao cumprimento de requisitos como a formação do corpo clínico e docente, o aumento do número de docentes com doutoramento e a criação de um centro de simulação na unidade de Vila Real da ULSTMAD, que considerou “absolutamente fundamental durante o processo de ensino e aprendizagem.”

Para apoiar a implementação do curso, foi também preparado um sistema de transportes que liga a universidade à unidade local de saúde, que inclui os hospitais de Vila Real, Chaves e Lamego, além de 23 centros de saúde.

lusa/HN

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