Ventura convoca rivais para debate presidencial sobre saúde

7 de Novembro 2025

O candidato André Ventura desafiou Gouveia e Melo, Marques Mendes e António José Seguro para um debate sobre saúde, em qualquer formato. Defende um novo modelo para o setor, criticando os consensos anteriores por apenas "despejar dinheiro" sem resolver problemas

Na sede do Chega, em Lisboa, André Ventura lançou um repto direto aos seus adversários na corrida a Belém. O candidato presidencial propôs a realização de um debate alargado, com foco exclusivo na saúde, que juntaria Luís Marques Mendes, Henrique Gouveia e Melo e António José Seguro. A condição é que o encontro decorra numa instituição de saúde de referência, com acesso livre aos jornalistas e ao público.

“Desafiava o almirante Gouveia e Melo, o doutor Marques Mendes e o doutor António José Seguro para um debate a realizar onde quiserem, quando quiserem, no modelo em que quiserem”, afirmou, deixando a porta aberta a que se juntem outros participantes. Ventura admitiu, contudo, que ainda não formalizou qualquer convite, preferindo primeiro aferir a disponibilidade dos intervenientes.

A justificação para este desafio reside, nas suas palavras, na necessidade de romper com uma lógica que considera estéril. “Não vale a pena falar de consensos, nem de pactos, nem de debates, se vão sempre para o mesmo sentido, despejar dinheiro e não resolver nada”, criticou, defendendo a urgência de um “outro modelo de saúde”.

O líder do Chega alargou a proposta, sugerindo que os quatro candidatos com maior probabilidade de chegar a uma segunda volta – categoria onde se inclui – poderiam assinar um documento que corporizasse um “pacto para as pessoas”. Este acordo, explicou, deveria afastar-se da “ideologia” e centrar-se em quatro pilares: o combate ao desperdício e à fraude, a responsabilização política por resultados, uma melhor articulação entre público, privado e social, e a luta contra o que designou por “interesses obscuros” e “lobismo” no setor.

Ventura não poupou críticas a acordos passados, como a última Lei de Bases da Saúde, que considerou infrutíferos. “Este pacto tem de ser diferente de todos os outros que foram feitos à esquerda nos últimos 20 ou 30 anos em Portugal”, salientou, demarcando-se claramente de um percurso que atribui aos seus opositores. De resto, foi perentório ao classificar tanto Seguro como Gouveia e Melo como candidatos do Partido Socialista, assegurando que, desta forma, “a esquerda estará incluída” no debate que propõe.

NR/HN/Lusa

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights