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Um grupo de médicos que presta serviço através de tarefas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a tentar congregar apoio através de uma petição online para conseguir sentar-se à mesa de negociações com o Ministério da Saúde. A iniciativa, que apresenta uma direção de 13 nomes encabeçada por Nuno Figueiredo e Sousa, visa ser um passe para um diálogo que, até ao momento, não aconteceu.
O texto da petição, subscrito por 562 pessoas às 16:00 desta quarta-feira, é claro no seu propósito: “Declaram, os abaixo-assinados, que legitimam a seguinte direção para representar os médicos prestadores de serviço numa reunião com o Ministério da Saúde”. A manobra reflete uma tentativa de criar uma estrutura representativa, algo que este grupo de profissionais, por vezes fragmentado, não tinha ainda consolidado para um confronto direto com a tutela.
Do outro lado, a resposta do Ministério que dirige Ana Paula Martins foi seca. Contactado pela Lusa, o gabinete de comunicação confirmou que “ainda não recebeu qualquer pedido de reunião” proveniente deste movimento emergente. A questão sobre a disponibilidade da ministra para, no futuro, receber estes representantes ficou, no entanto, sem resposta, deixando em suspenso o que poderá vir a ser um novo capítulo nas negociações com a classe médica. A petição funciona assim como um cartão de visita, mas a sua eficácia para abrir portas no Ministério permanece uma incógnita.
NR/HN/Lusa



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