Requalificação do Centro de Saúde de Castro Verde avança com investimento de 2,3 milhões

7 de Novembro 2025

Obras no Centro de Saúde e Serviço de Urgência Básico de Castro Verde iniciaram-se esta quarta-feira. Investimento de 2,3 milhões do PRR visa melhorar resposta a mais de 40 mil utentes de cinco concelhos

O cenário de mudança para os cuidados de saúde no Baixo Alentejo começou a desenhar-se no terreno esta manhã em Castro Verde. A consignação da empreitada de requalificação do centro de saúde e ampliação do seu Serviço de Urgência Básico (SUB) materializou um projeto há muito aguardado, um investimento que ronda os 2,3 milhões de euros e que é integralmente suportado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Para o presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, António José Brito, este não é apenas mais um arranque de obras. É, nas suas palavras, um momento decisivo para o futuro do concelho e de todo um território que sente na pele o défice de respostas. “Para Castro Verde, esta obra é fundamental, em primeiro lugar, porque vai dar uma resposta muito importante para as pessoas”, afirmou, visivelmente satisfeito, após a cerimónia. O autarca sublinhou que a intervenção não se esgota no cimento, prometendo antes melhorias palpáveis nas condições de trabalho dos profissionais e, consequentemente, no atendimento prestado aos utentes.

A empreitada, que ficará a cargo do município no âmbito de um protocolo com a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), assume uma escala intermunicipal. O SUB de Castro Verde serve uma população que ultrapassa as 40 mil pessoas, distribuídas pelos concelhos de Castro Verde, Aljustrel, Almodôvar, Ourique e Mértola. Uma responsabilidade que não passa despercebida aos intervenientes.

José Carlos Queimado, presidente do conselho de administração da ULSBA, presente no ato, reconheceu o impacto positivo esperado nos cuidados de saúde da região. Procurou ainda acalmar eventuais apreensões, garantindo que a equipa fará o possível para minimizar os transtornos durante a execução dos trabalhos. “A oferta de serviços à população, quer no centro de saúde, quer no SUB, não está em causa”, assegurou, numa tentativa de afastar a sombra da habitual disrupção que obras desta natureza podem trazer.

A sombra de um outro projeto hospitalar na região, porém, pairou sobre a conversa. Questionado sobre o ponto de situação da requalificação e ampliação do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja – um investimento avaliado em 118 milhões de euros –, Queimado afastou quaisquer rumores de paragem. “Em abril, fomos mandatados para dar sequência ao projeto e é isso que estamos a fazer”, declarou, acrescentando que não recebeu qualquer indicação do Ministério da Saúde sobre uma interrupção.

A polémica pública sobre o hospital de Beja tinha sido reacendida dias antes, quando o deputado socialista por Beja, Pedro do Carmo, exigiu explicações ao Governo sobre a ausência da segunda fase da obra no Orçamento do Estado para 2026. Do outro lado da barricada política, o deputado do PSD por Beja, Gonçalo Valente, esclareceu a lógica governativa: o OE2026 inclui apenas obras em curso ou com início previsto para o próximo ano. No caso do hospital da capital de distrito, o percurso burocrático e projetual ainda não chegou a essa fase. Valente detalhou que o concurso para a elaboração dos projetos de arquitetura será lançado em 2026, deixando a obra propriamente dita para 2027, após a conclusão dessas etapas.

NR/HN/Lusa

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights