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Foi aprovado na passada segunda-feira, dia 3 de novembro, o Plano Prévio de Intervenção (PPI) destinado ao Aeroporto da Madeira, durante a reunião semanal do Centro de Coordenação Operacional Regional. Este plano, que automatiza o processo de reforço externo em situação de emergência, define os procedimentos de resposta imediata a adoptar pelos diversos organismos e serviços, assegurando uma atuação concertada que visa minimizar os efeitos de um acidente de grandes proporções.
O documento foi concebido para funcionar em articulação com o Plano de Emergência do Aeroporto, reforçando a interoperabilidade entre as várias entidades. Trata-se de um instrumento operacional que agrega o esforço dos Agentes de Proteção Civil, materializando o Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro. Desta forma, garante-se unidade de comando, controlo e comunicações, permitindo uma gestão integrada e em tempo real da informação.
Nos primeiros momentos críticos — nos dois minutos seguintes ao alerta —, o plano permite mobilizar de imediato os meios e recursos considerados essenciais, assegurando que a gestão da situação obedece às normas internacionais de segurança aeronáutica, numa lógica de proporcionalidade face ao cenário expectável.
Nos dias 4 e 5 de novembro, a aplicabilidade do PPI foi testada no exercício de larga escala “EET_AM2025_LIVEX”, organizado pelo Aeroporto da Madeira. O cenário fictício simulou um derrame seguido de incêndio numa aeronave de passageiros, com múltiplas vítimas. A operação envolveu a movimentação de 31 viaturas e 101 operacionais de diversas entidades, entre as quais a Autoridade Marítima, os Corpos de Bombeiros, o Comando Regional de Operações de Socorro, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Guarda Nacional Republicana, a Polícia Judiciária, a Polícia de Segurança Pública, o SANAS, o Serviço de Emergência Médica Regional e os Serviços Municipais de Proteção Civil de Machico e de Santa Cruz.
A dinâmica do exercício permitiu avaliar o grau de preparação dos agentes, a interoperabilidade dos meios, os tempos de resposta e a articulação entre as equipas de intervenção, com particular enfoque na interação entre o dispositivo externo e as capacidades internas do aeroporto.
Com esta iniciativa, foi possível identificar oportunidades de melhoria, reforçar a capacidade de resposta conjunta e garantir que todos os intervenientes conhecem as suas funções e atuam de forma coordenada em situação de emergência, contribuindo para a proficiência do sistema de emergência e proteção civil da Região.
NR/HN/Lusa



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