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A Sword Health substitui a Unbabel na liderança do consórcio de inteligência artificial financiado pelo PRR. André Eiras, cofundador da tecnológica, revela à Lusa que a empresa é a que mais investe no projeto, com uma execução financeira de 76%. A transição, já aprovada pelo IAPMEI, faz da Sword a coordenadora das Agendas Mobilizadoras em curso, onde desenvolve três produtos com IA para as áreas musculoesquelética, pavimento pélvico e saúde mental. Dois deles estão em testes avançados.
A Sword Health é a nova entidade coordenadora do Center for Responsible AI, um consórcio financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, substituindo a Unbabel. A startup afirma ser atualmente a que mais investe no projeto, com uma taxa de execução de 76% a oito meses do prazo final. O cofundador, André Eiras, adianta que a transição, já aprovada pelo IAPMEI, confere à tecnológica portuguesa maior responsabilidade na liderança de projetos das Agendas Mobilizadoras.
Em entrevista à Lusa, André Eiras esclareceu que a Sword já integrava o consórcio de forma ativa, fazendo parte do seu conselho executivo. A mudança na coordenação, portanto, não representa um novo início, mas antes uma evolução natural do seu envolvimento. “Vai ter mais responsabilidade porque vai passar a liderar”, afirmou, acrescentando que a empresa já estava profundamente embrenhada nas decisões estratégicas e na execução da Agenda.
No terreno, a Sword desenvolve três produtos no âmbito desta iniciativa. Dois encontram-se em fases bastante adiantadas: uma solução para fisioterapia na área musculoesquelética, testada em parceria com a ULS de São João, e outra dedicada ao tratamento do pavimento pélvico na saúde feminina. Um terceiro produto, focado na saúde mental, surgiu mais tardiamente no decurso do consórcio, substituindo uma solução de um parceiro que se retirou do projeto. Todos assentam em inteligência artificial.
O valor executado e reportado ao IAPMEI ascende a 15 milhões de euros, tendo a empresa recebido 6,4 milhões de euros. Questionado sobre a recente ronda de investimento de 250 milhões de euros anunciada pela Sword, André Eiras distinguiu os capitais. Explicou que esse montante, de “fundação e de base”, se destina a reforçar recursos humanos, infraestruturas de computação para IA e investigação. Embora exista uma correlação com os objetivos do PRR, o investimento fazia parte da estratégia global da empresa para estabelecer Portugal como um polo mundial de IA na saúde, independentemente da existência do plano público.
Com o relógio a contar, e a menos de um ano do fim, a Sword Health posiciona-se assim no leme do consórcio, assegurando a continuidade dos trabalhos. “Somos, efetivamente, dentro da agenda, a empresa que está a fazer mais investimento”, rematou o cofundador.
NR/HN/Lusa



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