Beja: Socialistas contestam ausência de verbas para ampliação do hospital no OE2026

11 de Novembro 2025

A Federação do Baixo Alentejo do PS exige explicações ao Governo pela ausência da segunda fase de ampliação do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, no Orçamento do Estado para 2026. Os socialistas receiam que o projeto, avaliado em 118 milhões de euros, fique "perdido numa gaveta" e questionam a taxa de execução dos fundos já cabimentados. Em resposta, o PSD garante que a obra avança, com o concurso para a arquitetura previsto em 2026 e o início da construção em 2027, uma perspetiva corroborada pela administração do hospital, que assegura a normalidade dos procedimentos

A Federação do Baixo Alentejo do PS manifesta profundo incómodo com a exclusão do projeto de ampliação do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, dos documentos do Orçamento do Estado para 2026. Os socialistas receiam que a empreitada, orçada em 118 milhões de euros, fique “perdida numa gaveta” do Ministério da Saúde, depois de em 2025 ter estado dotada financeiramente. A estrutura local do partido questiona as razões para esta opção e exige esclarecimentos sobre a taxa de execução dos fundos já disponibilizados e sobre os mecanismos financeiros que assegurarão a continuidade da obra, considerada vital para a região.

A polémica ganhou fôlego após o deputado socialista eleito por Beja, Pedro do Carmo, ter interpelado o Governo sobre a omissão. Num comunicado, a federação distrital do PS não esconde a perplexidade perante uma decisão que classifica como violadora das boas práticas orçamentais, interrogando-se se será “mero descuido ou propositada opção política”. O partido realça o contraste com a manutenção de financiamento para outros projetos de saúde no país e mostra-se apreensivo face às recentes declarações do deputado social-democrata Gonçalo Valente, exigindo que sejam identificados os documentos oficiais que garantem as transferências de verba necessárias à Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) para suportar os custos.

Em resposta, Gonçalo Valente esclareceu que o OE2026 integra apenas obras em curso ou com início previsto para o próximo ano. No caso concreto do hospital de Beja, afirmou que estão concluídas as fases de aprovação do perfil assistencial e da constituição do júri para o projeto de arquitetura. O horizonte temporal apontado pelo deputado da AD prevê a abertura do concurso para a elaboração dos projetos em 2026, adiantando que a obra física propriamente dita só deverá arrancar em 2027. Do lado da gestão hospitalar, o presidente da ULSBA, José Carlos Queimado, afiançou à Lusa que o processo segue o seu curso normal, sem qualquer indicação oficial de interrupção ou reconsideração por parte do Ministério da Saúde, reafirmando o mandato recebido em abril para dar sequência aos trabalhos.

NR/HN/Lusa

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