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A Federação do Baixo Alentejo do PS manifesta profundo incómodo com a exclusão do projeto de ampliação do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, dos documentos do Orçamento do Estado para 2026. Os socialistas receiam que a empreitada, orçada em 118 milhões de euros, fique “perdida numa gaveta” do Ministério da Saúde, depois de em 2025 ter estado dotada financeiramente. A estrutura local do partido questiona as razões para esta opção e exige esclarecimentos sobre a taxa de execução dos fundos já disponibilizados e sobre os mecanismos financeiros que assegurarão a continuidade da obra, considerada vital para a região.
A polémica ganhou fôlego após o deputado socialista eleito por Beja, Pedro do Carmo, ter interpelado o Governo sobre a omissão. Num comunicado, a federação distrital do PS não esconde a perplexidade perante uma decisão que classifica como violadora das boas práticas orçamentais, interrogando-se se será “mero descuido ou propositada opção política”. O partido realça o contraste com a manutenção de financiamento para outros projetos de saúde no país e mostra-se apreensivo face às recentes declarações do deputado social-democrata Gonçalo Valente, exigindo que sejam identificados os documentos oficiais que garantem as transferências de verba necessárias à Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) para suportar os custos.
Em resposta, Gonçalo Valente esclareceu que o OE2026 integra apenas obras em curso ou com início previsto para o próximo ano. No caso concreto do hospital de Beja, afirmou que estão concluídas as fases de aprovação do perfil assistencial e da constituição do júri para o projeto de arquitetura. O horizonte temporal apontado pelo deputado da AD prevê a abertura do concurso para a elaboração dos projetos em 2026, adiantando que a obra física propriamente dita só deverá arrancar em 2027. Do lado da gestão hospitalar, o presidente da ULSBA, José Carlos Queimado, afiançou à Lusa que o processo segue o seu curso normal, sem qualquer indicação oficial de interrupção ou reconsideração por parte do Ministério da Saúde, reafirmando o mandato recebido em abril para dar sequência aos trabalhos.
NR/HN/Lusa



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