![]()
O relatório da ERS, que monitoriza o setor convencionado de análises clínicas nos últimos três anos, destaca uma tendência de crescimento em 2024, distribuída pelas cinco regiões de saúde. A área das análises clínicas manteve-se como a segunda maior despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no setor convencionado.
A região de Lisboa e Vale do Tejo, apesar de registar uma ligeira diminuição de 1,1% na despesa, continua a liderar em volume absoluto. Por outro lado, as regiões do Centro, Algarve e Alentejo apresentaram as maiores variações positivas, com incrementos de 13,7%, 7,8% e 6,2%, respetivamente. A região Norte cresceu 3,6% no mesmo indicador.
Quanto aos encargos por mil habitantes, Portugal continental registou um total de 24.141 euros em 2024. O número de requisições de análises clínicas aumentou para 845 por cada 1.000 habitantes, um crescimento de 4,4% em relação a 2023, impulsionado sobretudo pela região Norte, que registou um aumento de 15%. Em contrapartida, as regiões do Alentejo e Algarve viram uma redução no número de requisições, com quedas de 9,5% e 6,3%, respetivamente.
No final de 2024, o Sistema de Registo de Estabelecimentos Regulados contabilizava 3.422 estabelecimentos ativos nesta área, incluindo 3.196 postos de colheita e 226 laboratórios, representando um crescimento de 1,4% face ao ano anterior. Contudo, a quota de estabelecimentos convencionados com o SNS diminuiu para 22,9% do mercado privado total.
A distribuição geográfica da oferta revela assimetrias regionais significativas, com 73 concelhos sem acesso a serviços convencionados, implicando tempos de deslocação que variam entre 12 minutos, no Norte, e até uma hora e 17 minutos, no Algarve. A concentração do mercado mantém-se elevada, com apenas três operadores, correspondendo a 5% do total, responsáveis por mais de metade (55,1%) das requisições aceites. Esta concentração é consistente nas regiões Lisboa e Vale do Tejo, Centro, Norte e Algarve, embora continue abaixo dos níveis que preocupam segundo as orientações da Comissão Europeia. A região do Alentejo é a única que registou uma ligeira descida nesta concentração.
Estes dados evidenciam um panorama de recuperação e crescimento do setor de análises clínicas em Portugal, com variações regionais significativas e desafios persistentes na acessibilidade e concentração do mercado
lusa/HN



0 Comments