![]()
A Rede Académica de Literacia em Saúde (RALS) realizou a sua II Conferência em Viana do Castelo, num encontro que juntou especialistas e profissionais do setor. A sessão de abertura foi protagonizada por Ana Rita Pedro, coordenadora da RALS, e por Ana Escoval, membro da equipa coordenadora, que traçaram o percurso da rede e lançaram o debate sobre a literacia em saúde organizacional.
Ana Escoval, também da Escola Nacional de Saúde Pública, assumiu a moderação da primeira conferência. Num registo descontraído, começou por partilhar uma reflexão sobre a natureza dos projetos que se iniciam. “Quando nós começamos coisas é como quando concebemos na nossa cabeça os filhos. Desejamos, queremos, acreditamos e depois eles nascem. Queremos sempre saudáveis e bons e bonitos, crescem e temos que os deixar ir”. Foi com esta imagem que descreveu o percurso da RALS, um projeto que, garantiu, “ultrapassou tudo aquilo que inicialmente pensei, pensámos, discutimos e acreditámos”.
No seu entender, a rede ganhou uma força própria e ficou claro que “a força da saúde está nas parcerias, nomeadamente com as autarquias”. Referiu a presença de um representante municipal na sessão como um sinal positivo, uma “porta aberta” que importa aproveitar.
A oradora não escondeu a sua ligação afetiva a Viana do Castelo, que descreveu como uma “terra de coração”. Natural do Alentejo, contou como foi criando raízes na região ao longo dos anos. “Aprendi a gostar desta zona que não tem nada a ver com Alentejo”, afirmou, num momento de descontração que quebrou a formalidade do painel.
O cerne da sua intervenção centrou-se, no entanto, no tema central da conferência: a literacia em saúde organizacional. “É efetivamente algo muito importante e se calhar não pensamos nesta componente tanto quanto pensamos nas componentes mais da doença, ou da saúde, ou da promoção ou da prevenção”, alertou. Um domínio que, pela sua longa experiência em organizações de saúde, conhece bem. “Tem muito a ver comigo, com o meu desempenho profissional ao longo dos anos”, sublinhou.
A II Conferência da RALS ficou assim marcada pela vontade de alargar o conceito de literacia em saúde para além do cidadão, focando também as instituições e a forma como estas podem tornar-se mais claras e eficazes na promoção da saúde pública.
HN/AL/MMM



0 Comments