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A Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco insurgiu-se publicamente contra a classificação que lhe foi destinada na proposta para a Rede de Referenciação Hospitalar em Pediatria. O Conselho de Administração da instituição tornou conhecido, através de um comunicado remetido à agência Lusa, que contesta a categorização como Hospital de Nível IB e que já requereu a revisão da proposta, que esteve em consulta pública até ao passado dia 10.
O documento, elaborado pela Comissão Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (CNSMCA), estabelece uma hierarquia para os serviços de Pediatria nacionais, dividindo-os em Nível I (A e B), Nível II (A e B) e Nível III (A e B). A ULS de Castelo Branco não se conforma com o lugar que lhe foi designado. Após um escrutínio minucioso dos critérios, a administração hospitalar concluiu que a etiqueta de Nível IB não espelha, de modo algum, a realidade técnica e organizativa da casa. Defende, por isso, uma promoção a Hospital de Nível IIA.
A argumentação avança por vários caminhos. A instituição sustenta dispor de uma estrutura pediátrica consolidada, com funcionamento ininterrupto. A sua capacidade instalada, garante, está talhada para responder às exigências da população infantil e juvenil da região. Essa resposta materializa-se num leque de valências: Hospital de Dia Pediátrico, um Serviço de Urgência específico para crianças, Internamento de Curta Duração e até camas dedicadas a adolescentes.
Não fica por aqui. O hospital albicastrense faz questão de destacar a existência de uma Unidade de Cuidados Especiais ao Recém-Nascido, com presença ativa no bloco de partos. No capítulo das consultas externas, enumera especialidades como Nefrologia, Imunoalergologia, Hematologia, Endocrinologia e uma inovação como a Telemedicina Cardíaca. A estes serviços junta-se o apoio a cuidados paliativos pediátricos, prestado tanto em domicílio como no próprio hospital, e um Centro de Desenvolvimento com equipa multidisciplinar experiente em Neurodesenvolvimento.
É com base neste conjunto, percebido como uma massa crítica robusta, que a ULS de Castelo Branco entende preencher integralmente os requisitos para ascender ao Nível IIA. O apelo à revisão da proposta foi formalizado, num movimento que visa, nas palavras da administração, assegurar uma “representação justa e adequada” da sua capacidade e da qualidade dos cuidados que efetivamente presta. Aguarda-se agora a reação da CNSMCA a este desafio.
PR/HN



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