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No Dia Internacional da Medicina Física e de Reabilitação, a Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação (SPMFR) voltou a carregar no facto de a implementação do Plano Nacional de Reabilitação (PNR) se arrastar no tempo. A mensagem é clara: a medida é urgente e não pode continuar adiada. Um documento com a estratégia já definida encontra-se na posse do Governo e das autoridades de saúde.
Renato Nunes, presidente da SPMFR, não se coibiu de sublinhar o que considera uma falha estrutural. “A reabilitação não é um privilégio e tem de deixar de estar em segundo plano”, afirmou, acrescentando que se trata de “um direito fundamental das pessoas”. Na sua perspectiva, a inclusão do PNR no Orçamento do Estado poderia funcionar como alavanca para “garantir um acesso justo e equitativo”.
O diagnóstico traçado pelos médicos fisiatras aponta para uma carência generalizada de recursos nos cuidados de saúde primários, um vazio que quebra a continuidade assistencial. O plano desenhado pela sociedade profissional propõe uma intervenção em quatro frentes. A primeira passa por assegurar o acesso independentemente da idade ou da geografia. Depois, exige instalações adequadas e equipas multiprofissionais coordenadas por fisiatras em todos os níveis de cuidados, do hospital ao centro de saúde, com a criação de mais camas e unidades.
O terceiro pilar reside na transição suave entre diferentes fases do processo, evitando interrupções que prejudiquem a recuperação. Por fim, e talvez a dimensão mais negligenciada, a integração na comunidade, área onde se registam dificuldades no acompanhamento e na reintegração profissional.
Paralelamente, a SPMFR tem em curso uma petição para instituir o Dia Nacional do Médico Fisiatra a 18 de maio. A iniciativa, que pode ser subscrita na página oficial da Assembleia da República, tem como primeiro signatário o próprio Renato Nunes.
PR/HN



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