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Entre os signatários encontram-se o Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, o diretor do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, Manuel Sobrinho Simões, e a antiga ministra da Saúde Maria de Belém Roseira.
O documento denuncia que vários centros de saúde no país já não atendem os seus utentes ao telefone, respondem com atraso aos emails e recusam atendê-los em situações de doença aguda. Face a esta realidade, os profissionais apelam à restituição do papel central dos centros de saúde, exigindo “o nosso centro de saúde de volta”.
Os subscritores sublinham que o esvaziamento dos centros de saúde obriga os utentes a recorrerem à Linha SNS24, que, mesmo em períodos de baixa intensidade de doença aguda, apresenta tempos de espera insuportáveis para atendimento. Além disso, o contacto telefónico é efetuado por profissionais que desconhecem completamente o paciente e não têm acesso à sua informação clínica, limitando a eficácia do atendimento.
O manifesto, intitulado “Sobre os serviços e cuidados de saúde a que temos direito”, esclarece que a Linha SNS24 não foi criada para substituir a equipa de saúde familiar, mas sim para atuar em picos de doença aguda e durante o funcionamento normal das urgências. Os signatários defendem que é fundamental que os utentes possam beneficiar da relação de confiança e proximidade com profissionais que os conhecem, bem como do acesso à sua informação de saúde.
Os autores do manifesto afirmam ser possível e necessário que os centros de saúde e as suas equipas profissionais, conhecendo os seus utentes e dispondo da respetiva informação clínica, orientem o acesso aos cuidados de saúde de que estes necessitam. Assim, os centros de saúde devem continuar a ser o espaço de proximidade que representa o Serviço Nacional de Saúde (SNS) para a população.
Entre os restantes subscritores destacam-se o presidente do Conselho Consultivo da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), Alcindo Maciel Barbosa, o médico especialista em medicina geral e familiar José Luís Biscaia, e o psiquiatra Júlio Machado Vaz.
Este manifesto surge num momento em que se evidencia a necessidade de reforçar o papel dos cuidados de saúde primários em Portugal, garantindo acessibilidade, confiança e um atendimento centrado no doente, capaz de responder de forma eficaz e humanizada às suas necessidades.
lusa/HN



É inacreditável o que se está a passar com a saúde em Portugal, no m/centro de saúde há já muitos e muitos meses que não atendem o telefone.
Penso naquelas pessoas que vivem sós e s/meios para se deslocarem terem de ir para a porta dos Centros de Saúde de nadrugada para tentar apanhsr consulta!!!